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Haikai

Grandes árvores
Sombras tão refrescantes
Tamarindeiros!

Alda Alves Barbosa


ACONTECEU NO CAPIM BRANCO

                                           Portinari – Mulher Chorando

Havia pouco tempo que tia Anja estava morando no distrito do Capim Branco. Seu marido tinha ido desta para melhor e ela ficara na pior. Morava na Chapada e veio para ficar mais perto da família já que os coronéis haviam começado a pousar lá como urubus na carniça. Queriam a terra… A cada amanhecer ela ficava sem um pedaço do seu chão. Chão salpicado de suor, devido ao cansaço da labuta diária, deixado pelo seu esposo para ela cuidar das fomes dos filhos. Teve jeito não. O jeito foi entregar as terras e vir ficar junto da família. O Capim Branco lhe dava a garantia de saciar a fome do estômago dela e de seus cinco filhos. Havia parido quatro filhas mulheres e apenas um macho. “Se Deus sabia que ia cuidar da vida dos filhos sozinha porque não lhe dera tudo filho homem e apenas uma filha mulher? Os homens iam trabalhar com a enxada na roça dos coroné e a filha mulher ia ajudar na lida da casa. Quá, deixa prá lá, ta tudo aqui com saúde, já é muita benção, o resto vai se ajeitando devagarzinho” – saía resmungando e olhando para o céu com as mãos em súplicas. Os meninos já estavam crescidinhos, forante Socorrinha, que tinha apenas cinco anos. Menina esperta aprendia tudo com facilidade, bastava olhar e pronto, já tava tudo aprendido. Mas ela era franzina e cheia de mimo. Gostava mesmo era de ficar no fundo do quintal sonhando e comendo frutas que havia por lá. Certo dia Socorrinha se empanturrou com banana devez. Foi a conta. Começar a dor de barriga brava , náuseas, febre alta. Ninguém dormiu. Sem recurso no Capim Branco, seu Raimundim e seu Crispim fizeram a matula, montaram nos cavalos e rumaram para a terra-mãe. Uns dias na estrada e voltaram de caminhão com o doutor médico. Uma grande tristeza os aguardava. A casa estava entupida de gente. No meio da sala, num caixãozinho de cetim branco, Socorrinha jazia inerte. Sua pele toda arroxeada exalava tristeza. A família, num canto da sala, velava o corpinho chorando o desamparo que o Divino deixara todos. O doutor médico chegou perto do caixão, tomou o pulso, ascultou o coração da anjinha morta e, num repentepegou a criança pelos pés. De cabeça para baixo Socorrinha começou a vomitação preta. Golfadas saiam pelo nariz e pela boca. Já deitada em sua cama, mas muito fraca, a desinteria começou. Foi um Deus nos acuda. Nada que uma ressurreição não pudesse curar!

Alda Alves Barbosa


Frutos do Brasil

TAMARINDO

 

Árvore que inspirou o poeta Augusto dos Anjos

O tamarindo ou tamarino, como também é chamado, é uma fruta originária da África equatorial e da Índia. Os árabes a denominavam de “Tamr al-Hindi”, que significa “tâmara da Índia”. Antigamente, o tamarindeiro e sua fruta eram considerados maléficos; as armas feitas com a madeira dessas árvores eram vistas como invulneráveis. O tamarindeiro é uma árvore com uma copa densa e pode alcançar até 25m, sendo apreciada também como forma de ornamentação em áreas urbanas. A temperatura média ideal para o desenvolvimento da planta é de 25ºC, em regiões de clima tropical úmido ou árido.

O tamarindo é uma vagem revestida por uma casca não muito grossa, porém dura e quebradiça. No interior da casca, há uma polpa avermelhada, fibrosa, com um alto teor de ácido tartárico.

A fruta demora aproximadamente, 245 dias para chegar à fase de maturação. No período em que as frutas estão amadurecidas, as sementes crescem, a polpa se encolhe e a casca se torna frágil, sendo quebrada facilmente com a mão. Entre todos os outros frutos, o tamarindo é o que possui o maior teor de proteínas, glicídios e elementos minerais. O tamarindo é utilizado na fabricação de refrescos, sorvetes, pastas, doces, licores, polpas, etc., além de servir como ingrediente de temperos para alimentos. Suas sementes também são usadas como estabilizantes de sucos, outros alimentos industrializados e cola de tecidos. No Brasil, a fruta é muito consumida nas regiões Norte e Nordeste, tendo se adaptado a essas regiões facilmente, devido ao clima que é mais quente.

Consulta: TV escola


Espaço para os Leitores

 DISTÂNCIA

Uma antiga música toca no som
Velha saudade,
Reviver,
Mescla-se o vivido e o agora.

Nostalgia regada à emoção.
Nostalgia regada a choro.
Uma velha vontade:
Viver o que lá ficou.

Belos momentos
Felicidades no ar
Palmas, risos, faces rosadas
Pulos, abraços, saúde, vida.

Tudo naquele outro lugar,
Ir lá? Talvez!
Nada é igual…
Nada restou…
Passou…

Bárbara Janine Ramos e Silva


♫♪ Gosto de poesias cantadas ♫♪

E O VENTO LEVOU

Compositor: Fernanda Takai / John

Um minuto pra pensar
Que a vida leva e traz
O que eu faço ela desfaz
Pensamentos são como ladrões
Me roubando tempo
Levam minha paz

Pois todo mundo está só
Pra saber o que é bom
O ruim e o tanto faz
Às vezes não quero escolher
E as pessoas vão dizer
Que eu vivo de ilusão

Vou desaparecendo
Mas estou sempre lá
Sei que por um momento
Fujo sem sair do lugar

Um segundo pra esquecer
Tudo que me apraz
E não tenho mais
Pensamentos são como ladrões
Me roubando tempo
Levam minha paz

Pois todo mundo está só
Pra saber o que é bom
O ruim e o tanto faz
Às vezes não quero escolher
E as pessoas vão dizer
Que eu vivo de ilusão

Sugestão Bárbara Janine – Buritis – MG


POETICAMENTE {POETRIX}

O amor precisa
da Luz das velas
Poesia!

Alda Alves Barbosa


TUDO CORRERÁ SEM NÓS

Estou aqui a pensar na necessidade que imaginamos ter de alguém. Pensamos necessitar, na verdade não fazemos falta a ninguém e ninguém nos faz falta. Quando nos afastamos de alguém temos certeza que o mundo literalmente desabou. “Não haverá recomeço, o nosso coração, antes habitado, está vazio como o nosso olhar para o mundo. Recusamos a pensar que a pessoa que durante um determinado tempo passeou pela nossa vida “morreu” e nós também morremos para ela. Morreu e nós continuamos respirando, embora nos imaginemos mortos. Fazemos nosso velório, vemos nossa família e nossos amigos a velarem inconsoláveis lamentando a nossa morte. Carpideiras vestidas de negros ajudam a dramatizar a nossa finitude. Drama, teatros… Esquecemo-nos que ninguém é insubstituível, que a vida tem “seus amanheceres e seus anoiteceres”. A vida de todo dia retoma seu dia, o ritmo da vida segue sem a sua participação. Por que insistimos na importância do outro e desistimos de nós? Ninguém faz falta! Ninguém é importante a não ser para si mesmo porque nós residimos em nós. Cada ser humano tem o seu próprio universo, nós somos o nosso mundo. E quando acordamos para esta verdade começa o princípio da morte do outro em nós. Processo lento… ou não. Depende do que o outro deixou em nossa vida. Poucos deixam algo, costumam levar… Melhor encaramos friamente o que somos: Sem nós, tudo correrá sem nós…

Alda Alves Barbosa


A BELEZA TRISTE DA ALMA

A alma é uma coleção de belos quadros adormecidos, os seus rostos envolvidos pela sombra. Sua beleza é triste e nostálgica porque, sendo moradores da alma, sonhos, eles não existem do lado de fora. Vez por outra, entretanto, defrontamo-nos com um rosto (ou será apenas uma voz, ou uma maneira de olhar, ou um jeito da mão…) que, sem razões, faz a bela cena acordar. E somos possuídos pela certeza de que este rosto que os olhos contemplam é o mesmo que, no quadro, está escondido pela sombra. O corpo estremece. Está apaixonado.
Acontece, entretanto, que não esxiste coisa alguma que seja do tamanho do nosso amor. A nossa fome de beleza é grande demais.(…)Cedo ou tarde descobrirá que o rosto não é aquele. E a bela cena retornará à sua condição de sonho impossível da alma. E só restará a ela alimentar-se da nostalgia que rosto algum poderá satisfazer…

RUBEM ALVES


PARTISTE

Para você meu amigo JOBAN…

Ò musa inspiradora
Não permita que eu chore
Nos sons da solidão
Na poesia escrita nas estrelas,
No colorido crepuscular
Na tristeza da tua ausência.

Não permita que o vazio
Deixado por ti cesse meu
Canto, que as sombras
Durmam em meu corpo
E calem minha poesia.

Não permita que o cotidiano
Acolha minha fragilidade,
Pois tenho coração de poeta
Insólito como as nuvens,
Flutuante como o tempo.

Não permita que meus versos
Sejam trêmulos de quem já se
Cansou da agonia de viver sem ti.

Não permita
Ó adorável musa
Que meu coração
De poeta silencie
Despido,
Lento.
Só.

Alda Alves Barbosa


http://www.florencanto.com.br/Produto-Detalhe.aspx?prd_id=76&

Um bom final de semana para todos!  Obrigada pela sua visualização e seu comentário.
Voltaremos na segunda-feira!

Alda e Danielle


NAS NOITES… NAS MADRUGADAS…

São cinco horas e dois minutos. Ainda estou sentada em frente à tela do computador tecendo histórias, alinhavando palavras para dar ritmo ao poema. Em seguida procuro um bom livro para indicar. Não sei se alguém interessará por esta indicação de leitura, não sei se alguém lerá meu poema ou interessará pelo conto que escrevi. Nada sei, mas quem pode afirmar que sabe algo? Esta afirmação leva à outra pergunta, que levará à outra, tudo muito questionável: um saber de nada, um perguntar sempre… Por isto não questiono e não tenho a mínima necessidade de fazer isto. Não por ter certezas, mas justamente pela ausência delas. Claro que escrevo para que alguém leia, mas não quero pensar nisto. Se ninguém me lê, eu escrevo e também me leio. E isto se chama prazer. Prazer de pintar as palavras, de fazer coreografia dos sons e magicamente transformá-la em poesia. E tecer poesia é tecer beleza. Belezas soltas, rimadas, não importa, o que me interessa mesmo é a tentativa de musicar palavras, de fantasiar a vida. Acontece de muitas vezes eu entrar em colapso com elas. Nada a fazer a não ser me recolher, entrar no silêncio e olhar a poesia do mundo. E pensar que nem sempre consigo olhar o mundo com o colorido poético! Mas tudo passa, as palavras retornam calmas querendo ser usadas. Os textos eu os escrevo procurando possibilidades. Entro nas asas das divagações, flutuo, só assim começo a contextualizar uma prosa com a preocupação de deixá-las soltas, desencaixadas, livres. É o movimento solto do pensamento. O oposto seria engaiolar sentimentos. Não gosto de gaiolas, luto incansavelmente para fazer uso da minha liberdade, de sentir o prazer de estar indo. Desejo intensamente o prazer de ‘estar indo’ mas nem sempre posso ir. Aquieto-me, minha imaginação faz a travessia por mim. Seis horas e seis minutos. Terminei. À noite e a madrugada foram minhas companhias. Entrego a vocês este pouco construído por mim, na leve esperança que alguém leia e goste. Agora darei um abraço neste novo amanhecer e deixarei aqui as reticências… Não quero chegar sem aprender o caminho.

Alda Alves Barbosa


Leia um Livro

Em “O Outro Pé da Sereia”, o moçambicano Mia Couto, alterna entre passado e presente para nos apresentar Moçambique. Em 1560, revivemos a colonização portuguesa, acompanhando a expedição do jesuíta D. Gonçalo da Silveira (personagem histórico), da saída de Goa, na Índia, até a fronteira entre Zimbabwe e Moçambique, nas terras do chamado reino Monomotapa, da África do século XVI. A partir do resgate de fontes históricas, o autor romanceia a história do jesuíta em sua missão de conversão e moralização do reino e de seu imperador. Em 2002, nos deparamos com o retrato de uma Moçambique que, após a independência em 1975, foi assolada por quase 16 anos de guerra civil (1977 – 1992) e que luta para se erguer.


Arte em Cabaça

Rosa dos Ventos

A brisa passa
Mal toca nas flores
E a rosa dos ventos já anuncia
na coreografia dos sons!

Alda Alves Barbosa

Arte de Joacélia Rodrigues Barbosa e Iris Martins Ferreira – Sensibilidade e criatividade


DEUSA DO AMOR

Casamento no civil de Bárbara e Israel – 04/05/2012 – Buritis – MG

Na coreografia do vento
Nos instantâneos de vida
Que faz o amor dançar,
Que traduz o ritmo
Ritmo que flutua levemente
Como a brisa que passa
Mal tocando as flores.

Só tu sentes Ó Deusa
Esta leveza flutuante que
Toca tua pele tenra, doce…
Sentes porque és íntima das
Divagações, dos sonhos, das
Fantasias, dos céus que se
Abrem para receber o sentimento
Que pôs asas sobre teus pés e te
Fez devaneios.

Voa… É bom voar!…
Sonha, Ó Venus esvoaçante!
Dança, rodopia teu corpo
Enlaçada pelos braços
Amorosos de Eros…

                                                             Alda Alves Barbosa


CARAMBOLA {POETRIX}

Parece fruta de plástico
Toco e cheiro
Minha infância!

Alda Alves Barbosa


PÉ DE CARAMBOLA – CONTO

Por Alda Alves Barbosa

Aquela casa branca de janelas de vidro me fascinava. Ali morava meu sonho de beleza. Ficava entre o beco e minha casa. Nunca entendi o porquê de “beco” se era quase da mesma largura e comprimento das muitas ruas deste chão. Mas rua ou beco era ali minha morada, meu refúgio de fantasias. Ficava próxima ao Rio Preto e me dava sempre à impressão que o silêncio só era quebrado quando as águas do rio cantavam mais alto. E isto só aumentava o mistério da casa branca das janelas de vidros. Não que eu não a conhecesse por dentro. Talvez por conhecer é que as interrogações persistiam. Ali reinava a quietude e o cheiro da solidão. Ali morava o segredo, o não falado, o não comentado! Mas o belo acontecia lá também… Quando ao sair da casa eu deparava com o jardim e sentia no ar o perfume de jasmim e das inúmeras espécies de plantas em eterna florescência. Havia respiro naquele espaço e eu me esquecia do silêncio fúnebre que habitava bem ao lado. No fundo do jardim um portão rústico denunciava o quintal, separando as flores dos frutos, ou seja, o jardim do pomar. E meu olhar paralisava naquele recanto. Ia para o beco e ali ficava por horas seguidas, sozinha, observando os pés de carambolas numa maravilhosa quietude. Lá pelas tantas ouvia minha mãe me chamando – havia sentido minha falta – Meu corpo ia para casa, mas minha alma ficava lá colada às belas carambolas, sustentando meus sonhos. Hoje, quando me pego com certa asfixia, percebo que são os dias me pressionando e o tempo devorando minhas fantasias de infância. Sinto falta mesmo é daqueles pés de carambolas derramando frutos verdes e amarelos que eu ludicamente transformava em estrelas. Tenho receios de ir até lá e eles não existirem mais… Tenho receios que não haja mais nada a me esperar!


♫♪ Gosto de poesias cantadas ♫♪

Mel
Maria Bethânia

Ó abelha rainha
Faz de mim um instrumento
De teu prazer, sim, e de tua glória
Pois se é noite de completa escuridão
Provo do favo de teu mel
Cavo a direta claridade do céu
E agarro o sol com a mão
É meio dia, é meia noite, é toda hora
Lambe olhos, torce cabelos
Feiticeira vamo-nos embora
É meio dia, é meia noite
Faz zum zum na testa
Na janela, na fresta da telha
Pela escada, pela porta
Pela estrada toda à fora
Anima de vida o seio da floresta
Amor empresta a praia deserta
Zumbe na orelha, concha do mar
Ó abelha boca de mel
Carmim, carnuda, vermelha
Ó abelha rainha
Faz de mim um instrumento
De teu prazer, sim, e de tua glória.


A Sociedade das Abelhas – APICULTURA

As abelhas são insetos sociais, isto é, a maioria delas convive harmoniosamente em um mesmo espaço, chamado de colônia. São extremamente disciplinadas, trabalhadoras e principalmente organizadas. Para você ter uma ideia, em uma mesma colônia convivem cerca de 60 mil abelhas, distribuídas da seguinte forma: uma rainha, dezenas de zangões e milhares de operárias. Dessa forma podemos perceber que existem funções diferentes em uma colmeia.
A rainha é a principal componente da colmeia porque mantém a harmonia no trabalho, além de ser responsável pela reprodução. Uma rainha pode viver até 6 anos, vencendo qualquer indivíduo da colmeia em termos de tempo de vida.Os zangões são responsáveis por fecundar a rainha, dando continuidade à vida na colmeia. Eles vivem pouco, no máximo três meses, isso porque são mortos pela rainha logo após a fecundação.Responsáveis pelo trabalho duro dentro da colmeia, as operárias cuidam da higiene da colmeia, garantem o alimento e a água de que a colônia necessita coletando pólen e néctar, produzem a cera para formar os favos, alimentam a rainha, os zangões, as larvas por nascer e ainda cuidam da defesa da família. Ufa, quanto trabalho! Talvez por isso elas vivam tão pouco tempo: somente seis meses.

Abelhas operárias depositando o néctar na colmeia

Várias espécies – A estimativa dos pesquisadores é que existam mais de 20 mil espécies de abelhas no mundo todo. Só no Brasil contamos com 5 mil espécies diferentes. A espécie mais conhecida por aqui não é nativa de nosso país, mas sim da Europa. O nome científico dessa espécie é Apis mellifera, chegou aqui no período colonial, trazida pelos colonizadores europeus.
Importância das abelhas – As abelhas são muito importantes para o equilíbrio ecológico, principalmente porque são responsáveis pela reprodução das plantas através do processo de polinização – ou seja, transferem o pólen de uma flor para outra, propiciando a troca de gametas (células sexuais) entre as plantas. Esse processo resulta em uma grande variabilidade genética e a formação de bons frutos.Além disso, o trabalho das abelhas nos fornece alimento e outras substâncias excelentesO mel é o principal produto do trabalho realizado pelas operárias. Além de ser muito gostoso, ele ajuda a prevenir doenças porque atua no sistema imunológico, serve como expectorante e também tem propriedades analgésicas. A geleia real é outra substância natural, secretada pelas abelhas jovens. Têm vários compostos importantes para o organismo: proteínas, carboidratos, enzimas, lipídios e minerais. Isto tudo é importante para vários processos, como por exemplo, na regeneração das células, no combate às doenças respiratórias e até mesmo contra úlceras. Já o própolis não é muito gostoso não, mas faz muito bem à saúde por suas propriedades antimicrobiana, antiinflamatória, cicatrizante e anestésica.

Abelha retirando o néctar da flor da laranjeira

Quer criar abelhas? Então monte um apiário!Um apiário é o local próprio para a criação de abelhas, com o objetivo de retirar mel, geleia real, própolis e outras substâncias importantes. Para formar um apiário é preciso de muito espaço, vestimentas e ferramentas próprias.O apicultor é quem cria abelhas melíferas (produtoras de mel). Essa prática remonta ao ano de 2.400 a.C., no antigo Egito. A importância do mel para a humanidade é indiscutível, pois é o adoçante mais antigo de que se tem notícia.

A roupa adequada para o apilcultor

E a picada das abelhas? A abelha é um inseto que ataca com muita facilidade, basicamente a região da cabeça e pescoço. A picada das abelhas é muito dolorida, seu ferrão fica no local da picada e através dele ela injeta uma substância tóxica (veneno)
que pode ser letal, quando em grande quantidade, ou seja, mais de três abelhas picando a mesma pessoa, pode ser muito perigoso. Por isso, nada de tentar mexer em colmeias ou nas caixas de um apiário!

Consulta: www.smarkids.com.br


Frutos do Cerrado

CARAMBOLEIRA

Averrhoa carambola ; Oxalidaceae é o fruto da caramboleira, uma árvore ornamental de pequeno porte, de flores brancas e purpúreas, largamente usada como planta de arborização de jardins e quintais. Originária da Índia, e muito conhecida na China, foi introduzida no Brasil em 1817. Plantada em quase todo o território nacional, começa a produzir frutos em torno de quatro anos de existência, dando em média duzentos frutos, podendo durar de cinqüenta a setenta anos. A fruta parece uma estrela quando cortada e tem cinco gomos.

Característica

De sabor agridoce, cor variando do verde ao amarelo, dependendo do grau de maturação, rica em sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e contendo vitaminas A, C e do complexo B, a carambola é considerada uma fruta febrífuga (que serve para combater a febre), antiescorbútica (que serve para curar a doença escorbuto – carência de vitamina C, e que se caracteriza pela tendência a hemorragias) e, devido a grande quantidade de ácido oxálico, estimulador do apetite, sendo ainda usada pela medicina popular no tratamento de afecções renais. Seu suco pode ser usado para tirar manchas de ferro, de tintas e ainda limpar metais. Sua casca é utilizada como antidesintérico, por possuir alto teor de tanino – cujo poder adstringente pode prender o intestino. É considerada uma fruta de quintal, pois seu cultivo não é feito em escala, sendo produzida apenas em sítios, quintais, granjas e pomares de fazendas. É muito popular no estado de Pernambuco Pode ser consumida ao natural ou no preparo de geléias, caldas, sucos e compotas. Cortada em fatias e deixada no fogo brando com açúcar, fica quase da mesma consistência e sabor do doce de ameixa-preta. Na Índia e na China são bastante consumidas como sobremesa, assim como as flores e os frutos verdes, que são utilizados nas saladas.

Consulta: Portalsãofrancisco e blog da Telma


A PORTA (Poetrix)

   Espero
Que a porta se abra
E que o vazio seja preenchido com teu rosto.

        Alda Alves Barbosa


VIVEMOS NUMA DEMOCRACIA?

O que existe no Brasil é um regime neoliberal punitivo, onde o Estado joga os pobres (e somente eles) na prisão e deixa os mais abastados livres para roubarem sozinhos. Mas isso ainda é pouco: insatisfeitos com o que fazem, ainda adotam medidas paliativas para calar a outra parte de miseráveis que não fizeram por onde ser presos. A democracia seria a vontade de todos sendo respeitada, mas se fosse isso que ocorresse no Brasil, os políticos corruptos seriam exterminados: pois essa é nossa vontade! É vontade geral também que cobrem menos impostos e deixem-nos com dinheiro para pagarmos serviços particulares de educação, saúde, etc. de qualidade, pois o que nos dão em troca dos impostos que pagamos é um verdadeiro LIXO! Lixo mesmo… Serviços precários, pois com o resto do dinheiro os ladrões de colarinho branco vão viver sua “humilde” vida… (às nossas custas)!

E esta ausência de democracia está sendo infiltrada devagarzinho pelas pessoas “comuns” em nosso meio. As pessoas que pensam que detém algum poder lançam um olhar para Brasília, escutam atentamente os telejornais e copiam na íntegra as vergonhosas atitudes da grande maioria: o desrespeito às leis. Não estou aqui a focar ninguém em particular, é o todo. Passam por cima de estatutos, desobedecem as leis de trânsito, a lei do silêncio inexiste… Tudo pode. O importante é “ser ou fingir ser “importância”. É necessário fingir…fingir … Isto faz muita gente acreditar que sempre foram e sempre tiveram. Constranger o outro através do desrespeito parece ser ou é a profissão daqueles que pensam, que pensam que são. O país do futuro não sai do seu passado. Brasileiros sufocados por brasileiros, enforcando, tirando o respiro dos seus iguais, e o pior, reduzindo-nos ao nada… Tiram de nós a fala, o grito e a dignidade E o povo abraçado ao medo, ou já desesperançado pela própria natureza, vai ver o futebol e comer o pão!… Precisamos de muito pouco. Não? Mas a nossa atitude conformista demonstra ser assim…

Alda Alves Barbosa


HUMANAMENTE DIVINO

Desperto tua carne com saliva
Seiva amorosa que molha teu corpo
Minha língua a mapear tua pele
À procura de uma vida inteira.

Percorro caminhos inimagináveis
E de olhos fechados vou deixando
Pela estrada do teu corpo, beijos
Suaves,
Sugados…

Teu abraço me agasalha e
Me perco em ti.
Reencontro-me na dança
Ritmada dos nossos corpos
Em sintonia.

Abraçamos- nos…
Em nosso olhar a ternura dos
Anjos! Infinito amor, tão
Humano, tão divino!

Alda Alves Barbosa


DIA DA LÍNGUA NACIONAL

Língua portuguesa: presente em todos os continentes

A língua nacional também tem um dia para ser comemorada: 21 de maio. Nossa língua – o português – é falada atualmente não apenas em Portugal e no Brasil, mas em áreas de todos os continentes. Sua origem remonta ao latim falado na antiga Roma. De início, o latim era a língua de um povo que vivia no Lácio, região central da Península Itálica. A partir do século III a.C., porém, com as conquistas militares de Roma (de 264 a.C. a 117 a.C.), cidade situada na região do Lácio, a influência romana se espalhou pelas regiões conquistadas. Conseqüentemente, a língua falada pelos soldados, o latim, também foi levada às áreas ocupadas por Roma, inclusive na Península Ibérica, onde mais tarde surgiriam os reinos de Portugal e da Espanha.

Havia dois níveis de expressão do latim: o clássico e o vulgar. O latim clássico, modalidade da língua escrita e falada pelas pessoas cultas, foi pouco divulgado e hoje conhecemos apenas por meio da literatura e dos documentos históricos. Enquanto isso, a língua falada pelo povo – o latim vulgar – espalhou-se durante a expansão do domínio romano e foi se diversificando nas regiões conquistadas. Assim, o latim vulgar deu origem às línguas neolatinas ou românicas, como são chamadas as línguas modernas derivadas do latim: o português, o espanhol, o galego, o catalão, o francês, o provençal, o italiano e o romeno.

Como toda língua viva, desde o seu período de formação a língua portuguesa não tem se mantido uniforme, nem no tempo nem no espaço. Historicamente, recebeu influências de outras línguas e vem se transformando a partir do uso que se faz dela e enriquecendo-se sempre por palavras de diferentes origens. Em cada país em que é falado, o português apresenta variações que se manifestam tanto no vocabulário utilizado quanto na pronúncia, na morfologia e na sintaxe. Essas variações ocorrem também dentro de um mesmo país, de região para região, em conseqüência de fatores sociais, econômicos e culturais.

Influência de outras línguas

O idioma falado hoje no Brasil é resultado de transformações e acréscimos que se fizeram durante os vários períodos históricos, a partir do contato com outros povos e suas culturas, num movimento vivo que comprova o caráter essencialmente social de uma língua. Assim, além das raízes latinas e gregas – já que na Antiguidade o grego exerceu grande influência sobre o latim -, o português falado no Brasil contém contribuições de outros povos.Atualmente, os estrangeirismos mais usados entre nós são os de origem inglesa ou norte-americana: lanche, bar, futebol, voleibol, hambúrguer e muitos outros, o que se explica pela influência econômica e cultural dos Estados Unidos no Brasil, assim como em grande parte do mundo.

Consulta: maryalcantaras.wordpress.com


Enquanto isso…


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