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NAS NOITES… NAS MADRUGADAS…

São cinco horas e dois minutos. Ainda estou sentada em frente à tela do computador tecendo histórias, alinhavando palavras para dar ritmo ao poema. Em seguida procuro um bom livro para indicar. Não sei se alguém interessará por esta indicação de leitura, não sei se alguém lerá meu poema ou interessará pelo conto que escrevi. Nada sei, mas quem pode afirmar que sabe algo? Esta afirmação leva à outra pergunta, que levará à outra, tudo muito questionável: um saber de nada, um perguntar sempre… Por isto não questiono e não tenho a mínima necessidade de fazer isto. Não por ter certezas, mas justamente pela ausência delas. Claro que escrevo para que alguém leia, mas não quero pensar nisto. Se ninguém me lê, eu escrevo e também me leio. E isto se chama prazer. Prazer de pintar as palavras, de fazer coreografia dos sons e magicamente transformá-la em poesia. E tecer poesia é tecer beleza. Belezas soltas, rimadas, não importa, o que me interessa mesmo é a tentativa de musicar palavras, de fantasiar a vida. Acontece de muitas vezes eu entrar em colapso com elas. Nada a fazer a não ser me recolher, entrar no silêncio e olhar a poesia do mundo. E pensar que nem sempre consigo olhar o mundo com o colorido poético! Mas tudo passa, as palavras retornam calmas querendo ser usadas. Os textos eu os escrevo procurando possibilidades. Entro nas asas das divagações, flutuo, só assim começo a contextualizar uma prosa com a preocupação de deixá-las soltas, desencaixadas, livres. É o movimento solto do pensamento. O oposto seria engaiolar sentimentos. Não gosto de gaiolas, luto incansavelmente para fazer uso da minha liberdade, de sentir o prazer de estar indo. Desejo intensamente o prazer de ‘estar indo’ mas nem sempre posso ir. Aquieto-me, minha imaginação faz a travessia por mim. Seis horas e seis minutos. Terminei. À noite e a madrugada foram minhas companhias. Entrego a vocês este pouco construído por mim, na leve esperança que alguém leia e goste. Agora darei um abraço neste novo amanhecer e deixarei aqui as reticências… Não quero chegar sem aprender o caminho.

Alda Alves Barbosa

Leia um Livro

Em “O Outro Pé da Sereia”, o moçambicano Mia Couto, alterna entre passado e presente para nos apresentar Moçambique. Em 1560, revivemos a colonização portuguesa, acompanhando a expedição do jesuíta D. Gonçalo da Silveira (personagem histórico), da saída de Goa, na Índia, até a fronteira entre Zimbabwe e Moçambique, nas terras do chamado reino Monomotapa, da África do século XVI. A partir do resgate de fontes históricas, o autor romanceia a história do jesuíta em sua missão de conversão e moralização do reino e de seu imperador. Em 2002, nos deparamos com o retrato de uma Moçambique que, após a independência em 1975, foi assolada por quase 16 anos de guerra civil (1977 – 1992) e que luta para se erguer.

Arte em Cabaça

Rosa dos Ventos

A brisa passa
Mal toca nas flores
E a rosa dos ventos já anuncia
na coreografia dos sons!

Alda Alves Barbosa

Arte de Joacélia Rodrigues Barbosa e Iris Martins Ferreira – Sensibilidade e criatividade

DEUSA DO AMOR

Casamento no civil de Bárbara e Israel – 04/05/2012 – Buritis – MG

Na coreografia do vento
Nos instantâneos de vida
Que faz o amor dançar,
Que traduz o ritmo
Ritmo que flutua levemente
Como a brisa que passa
Mal tocando as flores.

Só tu sentes Ó Deusa
Esta leveza flutuante que
Toca tua pele tenra, doce…
Sentes porque és íntima das
Divagações, dos sonhos, das
Fantasias, dos céus que se
Abrem para receber o sentimento
Que pôs asas sobre teus pés e te
Fez devaneios.

Voa… É bom voar!…
Sonha, Ó Venus esvoaçante!
Dança, rodopia teu corpo
Enlaçada pelos braços
Amorosos de Eros…

                                                             Alda Alves Barbosa

CARAMBOLA {POETRIX}

Parece fruta de plástico
Toco e cheiro
Minha infância!

Alda Alves Barbosa

PÉ DE CARAMBOLA – CONTO

Por Alda Alves Barbosa

Aquela casa branca de janelas de vidro me fascinava. Ali morava meu sonho de beleza. Ficava entre o beco e minha casa. Nunca entendi o porquê de “beco” se era quase da mesma largura e comprimento das muitas ruas deste chão. Mas rua ou beco era ali minha morada, meu refúgio de fantasias. Ficava próxima ao Rio Preto e me dava sempre à impressão que o silêncio só era quebrado quando as águas do rio cantavam mais alto. E isto só aumentava o mistério da casa branca das janelas de vidros. Não que eu não a conhecesse por dentro. Talvez por conhecer é que as interrogações persistiam. Ali reinava a quietude e o cheiro da solidão. Ali morava o segredo, o não falado, o não comentado! Mas o belo acontecia lá também… Quando ao sair da casa eu deparava com o jardim e sentia no ar o perfume de jasmim e das inúmeras espécies de plantas em eterna florescência. Havia respiro naquele espaço e eu me esquecia do silêncio fúnebre que habitava bem ao lado. No fundo do jardim um portão rústico denunciava o quintal, separando as flores dos frutos, ou seja, o jardim do pomar. E meu olhar paralisava naquele recanto. Ia para o beco e ali ficava por horas seguidas, sozinha, observando os pés de carambolas numa maravilhosa quietude. Lá pelas tantas ouvia minha mãe me chamando – havia sentido minha falta – Meu corpo ia para casa, mas minha alma ficava lá colada às belas carambolas, sustentando meus sonhos. Hoje, quando me pego com certa asfixia, percebo que são os dias me pressionando e o tempo devorando minhas fantasias de infância. Sinto falta mesmo é daqueles pés de carambolas derramando frutos verdes e amarelos que eu ludicamente transformava em estrelas. Tenho receios de ir até lá e eles não existirem mais… Tenho receios que não haja mais nada a me esperar!

♫♪ Gosto de poesias cantadas ♫♪

Mel
Maria Bethânia

Ó abelha rainha
Faz de mim um instrumento
De teu prazer, sim, e de tua glória
Pois se é noite de completa escuridão
Provo do favo de teu mel
Cavo a direta claridade do céu
E agarro o sol com a mão
É meio dia, é meia noite, é toda hora
Lambe olhos, torce cabelos
Feiticeira vamo-nos embora
É meio dia, é meia noite
Faz zum zum na testa
Na janela, na fresta da telha
Pela escada, pela porta
Pela estrada toda à fora
Anima de vida o seio da floresta
Amor empresta a praia deserta
Zumbe na orelha, concha do mar
Ó abelha boca de mel
Carmim, carnuda, vermelha
Ó abelha rainha
Faz de mim um instrumento
De teu prazer, sim, e de tua glória.

A Sociedade das Abelhas – APICULTURA

As abelhas são insetos sociais, isto é, a maioria delas convive harmoniosamente em um mesmo espaço, chamado de colônia. São extremamente disciplinadas, trabalhadoras e principalmente organizadas. Para você ter uma ideia, em uma mesma colônia convivem cerca de 60 mil abelhas, distribuídas da seguinte forma: uma rainha, dezenas de zangões e milhares de operárias. Dessa forma podemos perceber que existem funções diferentes em uma colmeia.
A rainha é a principal componente da colmeia porque mantém a harmonia no trabalho, além de ser responsável pela reprodução. Uma rainha pode viver até 6 anos, vencendo qualquer indivíduo da colmeia em termos de tempo de vida.Os zangões são responsáveis por fecundar a rainha, dando continuidade à vida na colmeia. Eles vivem pouco, no máximo três meses, isso porque são mortos pela rainha logo após a fecundação.Responsáveis pelo trabalho duro dentro da colmeia, as operárias cuidam da higiene da colmeia, garantem o alimento e a água de que a colônia necessita coletando pólen e néctar, produzem a cera para formar os favos, alimentam a rainha, os zangões, as larvas por nascer e ainda cuidam da defesa da família. Ufa, quanto trabalho! Talvez por isso elas vivam tão pouco tempo: somente seis meses.

Abelhas operárias depositando o néctar na colmeia

Várias espécies – A estimativa dos pesquisadores é que existam mais de 20 mil espécies de abelhas no mundo todo. Só no Brasil contamos com 5 mil espécies diferentes. A espécie mais conhecida por aqui não é nativa de nosso país, mas sim da Europa. O nome científico dessa espécie é Apis mellifera, chegou aqui no período colonial, trazida pelos colonizadores europeus.
Importância das abelhas – As abelhas são muito importantes para o equilíbrio ecológico, principalmente porque são responsáveis pela reprodução das plantas através do processo de polinização – ou seja, transferem o pólen de uma flor para outra, propiciando a troca de gametas (células sexuais) entre as plantas. Esse processo resulta em uma grande variabilidade genética e a formação de bons frutos.Além disso, o trabalho das abelhas nos fornece alimento e outras substâncias excelentesO mel é o principal produto do trabalho realizado pelas operárias. Além de ser muito gostoso, ele ajuda a prevenir doenças porque atua no sistema imunológico, serve como expectorante e também tem propriedades analgésicas. A geleia real é outra substância natural, secretada pelas abelhas jovens. Têm vários compostos importantes para o organismo: proteínas, carboidratos, enzimas, lipídios e minerais. Isto tudo é importante para vários processos, como por exemplo, na regeneração das células, no combate às doenças respiratórias e até mesmo contra úlceras. Já o própolis não é muito gostoso não, mas faz muito bem à saúde por suas propriedades antimicrobiana, antiinflamatória, cicatrizante e anestésica.

Abelha retirando o néctar da flor da laranjeira

Quer criar abelhas? Então monte um apiário!Um apiário é o local próprio para a criação de abelhas, com o objetivo de retirar mel, geleia real, própolis e outras substâncias importantes. Para formar um apiário é preciso de muito espaço, vestimentas e ferramentas próprias.O apicultor é quem cria abelhas melíferas (produtoras de mel). Essa prática remonta ao ano de 2.400 a.C., no antigo Egito. A importância do mel para a humanidade é indiscutível, pois é o adoçante mais antigo de que se tem notícia.

A roupa adequada para o apilcultor

E a picada das abelhas? A abelha é um inseto que ataca com muita facilidade, basicamente a região da cabeça e pescoço. A picada das abelhas é muito dolorida, seu ferrão fica no local da picada e através dele ela injeta uma substância tóxica (veneno)
que pode ser letal, quando em grande quantidade, ou seja, mais de três abelhas picando a mesma pessoa, pode ser muito perigoso. Por isso, nada de tentar mexer em colmeias ou nas caixas de um apiário!

Consulta: www.smarkids.com.br

Frutos do Cerrado

CARAMBOLEIRA

Averrhoa carambola ; Oxalidaceae é o fruto da caramboleira, uma árvore ornamental de pequeno porte, de flores brancas e purpúreas, largamente usada como planta de arborização de jardins e quintais. Originária da Índia, e muito conhecida na China, foi introduzida no Brasil em 1817. Plantada em quase todo o território nacional, começa a produzir frutos em torno de quatro anos de existência, dando em média duzentos frutos, podendo durar de cinqüenta a setenta anos. A fruta parece uma estrela quando cortada e tem cinco gomos.

Característica

De sabor agridoce, cor variando do verde ao amarelo, dependendo do grau de maturação, rica em sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e contendo vitaminas A, C e do complexo B, a carambola é considerada uma fruta febrífuga (que serve para combater a febre), antiescorbútica (que serve para curar a doença escorbuto – carência de vitamina C, e que se caracteriza pela tendência a hemorragias) e, devido a grande quantidade de ácido oxálico, estimulador do apetite, sendo ainda usada pela medicina popular no tratamento de afecções renais. Seu suco pode ser usado para tirar manchas de ferro, de tintas e ainda limpar metais. Sua casca é utilizada como antidesintérico, por possuir alto teor de tanino – cujo poder adstringente pode prender o intestino. É considerada uma fruta de quintal, pois seu cultivo não é feito em escala, sendo produzida apenas em sítios, quintais, granjas e pomares de fazendas. É muito popular no estado de Pernambuco Pode ser consumida ao natural ou no preparo de geléias, caldas, sucos e compotas. Cortada em fatias e deixada no fogo brando com açúcar, fica quase da mesma consistência e sabor do doce de ameixa-preta. Na Índia e na China são bastante consumidas como sobremesa, assim como as flores e os frutos verdes, que são utilizados nas saladas.

Consulta: Portalsãofrancisco e blog da Telma

A PORTA (Poetrix)

   Espero
Que a porta se abra
E que o vazio seja preenchido com teu rosto.

        Alda Alves Barbosa

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