Lançamento do romance “Permita-se”, da jovem escritora unaiense Bárbara Couto

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No dia 21 de julho, quinta-feira, a Tecelagem de Unaí abriu seu espaço para outra arte: a literatura. E a Academia de Letras de Unaí e Região – ALUR estava lá cumprindo o seu objetivo maior que é o de incentivar o “nascimento” de novos escritores e novos poetas.

Num ambiente impregnado pela beleza das letras, Bárbara Couto mostra a nós unaienses seu primeiro livro. Numa narrativa envolvente sobre um tema atual, a violência contra a mulher, a autora de “Permita-se” não só denuncia essas violências – físicas e psicológicas – como também mostra caminhos, através da personagem, para sair das terríveis condições de dependências a que a mulher fica submetida. Caminhos estes longos e cheios de percalços, mas enfim o viver sobre a “égide da liberdade” com todas as responsabilidades que lhe são inerentes.

A Academia de Letras de Unaí e Região – ALUR compartilhou destes momentos significativos com o Cerimonial:

Mestre de cerimônias – Lucian Grillo;

Maestro Elias – No saxofone com a música “Carinhoso”;

Alda Alves Barbosa – Fala sobre o tema e a transformação deste tema num romance;

Ana Maria de M. Carvalho – Recitou a poesia de Cássia Janeiro –  “Mulheres”

Leninha Sousa – Leitura da orelha do livro “Permita-se” escrito por Ana Maria Moraes de Carvalho;

Leninha Sousa – Recitou uma poesia de sua autoria;

Bárbara Couto – Apresentação do  romance “Permita-se”;

Cleusa Oliveira –  Poesia – “Bárbara bela”;

Maestro Elias – Encerramento com a música “Poderosa” de autoria Ivan Lins;

Venda dos livros e autógrafos;

Chá acompanhado de deliciosos biscoitinhos.

A imprensa unaiense esteve presente através da TV Rio Preto, Mais TV e o Portal  Unaí.

Texto de Alda Alves Barbosa.

Fotografia –  Ilma Costa

Galeria:

 

Junho

junho
Junho
Mês ardente
Do calor da fogueira
Do baião, do xote
Do forró, da quadrilha
Das saias rodadas, coloridas e
Ardências que pedem abraços
Ardências que quer dengo…
Denguice no arrasta-pé
Coladinhos, roçando, dengando…
Ah, xodó apaixonado
Espalhado pela cumplicidade do vento
Suplicas abraços e beijos
Beijos doces
Com gosto de queijadinha
De amendoim torrado
De pipoca branquinha
De canjica e maçã do amor
Mistura gostosa… anarriêeee!…
Junho de São João
Junho de Santo Antônio
Querido santo casamenteiro…
Quem não tem amor
Aproveita a ocasião
Tece um amor matuto
Dentro do coração!
Vivam! Vivam os noivos!
“Olha o céu, meu amor”…
Foi numa noite de junho
Noite cheia de estrelas
Que nos tornamos
Dois dengos num só!

Alda Alves Barbosa

Fomes… Sedes…

noite
Às vezes durmo na madrugada
E acordo após alguns instantes de sono
Levanto-me sonolenta
Sinto fomes… Sinto sedes…
Na geladeira sacio minha fome,
Sacio minha sede.
Na geladeira não há fatias
De sonhos, não há sucos de vida
Tenho fome… tenho sede…
Em mim um coração oco
Em mim um olhar enevoado…
A palavra vida fica retida na garganta.

Alda Alves Barbosa

Academia de Letras de Unaí e Região – ALUR –, após diplomação de seus Membros Fundadores, recomeça seus trabalhos

 

01 Foto Oficial

Dezessete escritores e poetas se reuniram no dia 05 de dezembro de 2015 para um momento histórico na cultura do Noroeste Mineiro: a Diplomação dos Membros Fundadores da Academia de Letras de Unaí e Região, evento que aconteceu na Câmara Municipal de Unaí.

A entidade foi fundada em 26 de março de 2015, sendo Alda Alves Barbosa eleita por unanimidade para ocupar a presidência da ALUR. A acadêmica Maria Helena de Souza Leitão, em seu discurso na solenidade de diplomação, afirmou que “JK fez 50 anos em cinco e Alda parece querer seguir os passos dele”, se referindo ao tempo recorde da fundação à diplomação, e com algumas conquistas para a Academia de Letras.

A luta pela criação da entidade foi iniciada pela escritora Alda Alves Barbosa, que há muitos anos milita na cultura unaiense, em contato com escritores de Unaí e região buscando o resgate e a valorização da arte e da cultura na região.

Mesa - Tenente Renato Noronha, Alda A. Barbosa, Dr. Marcos Tadeu, Francisca Peres e Ildeu Pereira

O evento iniciou com o registro da foto oficial. A mesa principal foi composta pelas autoridades presentes: Francisca Costa Peres, Secretária de Educação de Unaí, representando o prefeito municipal Delvito Alves; Ildeu Pereira da Silva, representando o CEPASA; a presidente da ALUR Alda Alves Barbosa; Renato Noronha, Tenente do 28º Batalhão da Polícia Militar de Unaí e o Dr. Marcos Tadeu, delegado geral de polícia.

A Presidente Alda Alves Barbosa iniciou a solenidade falando sobre a importância de desenvolver a cultura na região.  “O futuro da Academia de Letras de Unaí e Região – ALUR, nada valerá se o coração de todos os Acadêmicos não bater no mesmo compasso, se nossos olhares não vislumbrarem os mesmos horizontes. É nesse ritmo e nesta sequência que se construirá um futuro do qual as gerações sucessoras poderão se orgulhar do que fizemos da mesma forma que hoje, no agora, nos orgulhamos do passado ainda tão recente”, afirmou. E concluiu agradecendo: “Na pessoa de minha mãe, Ilda Alves Barbosa, de meu pai, Álvaro Rodrigues Barbosa, e de meus irmãos Zezé, Herval e Joacélia presto meu tributo”. “É como mulher, escritora, cidadã unaiense, que hoje, com a ajuda de Deus, dos unaienses, dos Bonfinopolitanos, dos Cabeceirenses, amantes das letras, e dos membros da ALUR, que confiaram na minha condição feminina para realizarmos juntos este sonho de transformarmos nosso sertão através da multiplicação das letras e do trabalho oriundo dela”.

Dona Maria Tôrres Gonçalves (in memoriam), professora, historiadora e escritora unaiense, foi eleita patronesse da ALUR. Maria Elena de Souza Leitão explanou sobre a importância do trabalho cultural da patronesse em Unaí e região. Em seguida, Maria de Fátima, neta de Maria Tôrres, fez um breve relato de sua vida com a avó e recebeu o certificado e a medalha da ALUR entregue pelo acadêmico Geraldo Magela da Cruz.

Receberam o “Diploma de Reconhecimento” pelo apoio e grande colaboração nos trabalhos da ALUR: Bordon Silvério Martins e Silva, na pessoa de sua advogada, Dra. Juliana Matos; Andreia Zulato Marçola e Luiz André Alves de Sousa.

Nunes de Souza

 

Representando todos os acadêmicos, falou o poeta Nunes de Souza, natural de Bonfinópolis de Minas, que enfatizou: “Hoje o momento é solene, de concretização de valores, de elevação da nossa cultura ao patamar do reconhecimento público merecido, e bem sabem os poetas que ‘a poesia pode tudo, o poeta quase’. Com essa concepção, hoje dia 05 de dezembro de 2015, sentimo-nos felizes ao ver que os sonhos que permearam as nossas mentes foram regados, trabalhados, chegando a esse momento máximo, com a coroação do nosso projeto, a diplomação dos seus acadêmicos fundadores imortais da ALUR”.

A solenidade, organizada pela “Monumental Cerimonial e Eventos” e conduzida pelo Mestre de Cerimônias, Lucian Grillo, foi regada pela boa música do Maestro Elias – saxofone – e Cléber – teclado. Um momento de cultura que evidenciou o comprometimento e a seriedade da ALUR com os escritores e o povo de nossa região.

Membros Fundadores Diplomados da Academia de Letras de Unaí e Região:

Presidente: Alda Alves Barbosa, cadeira 13
Alberto Tadeu Martins Ferreira, cadeira 19
Altair Ribeiro de Sá, cadeira 05
Ana Maria de Morais Carvalho, cadeira 18
Ana Paula Rodrigues Cardoso Mendes, cadeira 12
Cid Olímpio de Souza, cadeira  07
Ildeu Pereira da Silva, cadeira 17
Ivan de Souza Coimbra, cadeira 02 – Cabeceira Grande
Geraldo Magela da Cruz, cadeira 08
Gilmar da Silva Lima, cadeira 21
José Claudio Coimbra, cadeira  10 – Cabeceira Grande
José Nogueira Soares, cadeira  06
Maria Helena de Souza Leitão, cadeira 03
Ronair Pereira da Gama, cadeira 11
Sebastião Antônio de Melo, cadeira 14 – Bonfinópolis de Minas
Nunes de Souza, cadeira 16 – Bonfinópolis de Minas
Vanildes Menezes de Oliveira, cadeira 15

Galeria dos diplomandos

Galeria:

Meus sonhos… Onde estão?

Filtro dos sonhos (7)

Onde estão os meus sonhos?
Entre alguma árvore desnuda?
Nas folhas pálidas arrastadas
pela brisa? Na paisagem que
canta a tristeza ao mais leve contato?

Meus sonhos morreram
despidos de significados
no canto triste da minh’alma
doída…Como folhas pálidas!

Alda Alves Barbosa