Centenário do livro “Memórias Históricas de Paracatu”

JULHO 2010 – CENTENÁRIO DO PRIMEIRO LIVRO ESCRITO EM UNAÍ, ENTÃO POVOADO CAPIM BRANCO, PELO PROFESSOR EMÉRITO OLYMPIO MICHAEL GONZAGA.

Em 1910, foi publicado por uma editora Uberabense o livro “Memórias Históricas de Paracatu”, escrito pelo professor Olympio Gonzaga, prefaciado pelo poeta e jornalista paracatuense Agenor Torres. Neste livro, o professor Olympio Gonzaga torna-se também um historiador. A história de Paracatu é relatada com a seriedade de quem sabe que “voltar no tempo para escrever sobre este tempo”, exige de quem se propõe a narrar os fatos, uma habilidade profunda e genuína para vasculhar as prateleiras de cartórios, igrejas, delegacias, museus, escolas e outros órgãos públicos fazendo uma abordagem voltada para a exploração e estudo de documentos que dão a quem ler à obra, a ferramenta necessária de se obter uma informação séria e abrangente do tema a ser abordado.
Quem lê o livro “Memórias Históricas de Paracatu” percebe claramente que a pesquisa do professor e historiador foi árdua, e a página 66 da referida obra comprova esta preocupação em todas as suas nuances: “Repousa sobre a nossa mesa de trabalho, seu folheto Liimtes entre Minas e Goyaz com data de 1878, organisado a pedido da Camara Municipal de Paracatú”. Obviamente também consta nesta obra, informações transmitidas ao Professor Olympio por pessoas que nasceram no município e também informações de descendentes de famílias oriundas de culturas distantes geograficamente e temporalmente, que por algum motivo fixaram residência em Paracatu, agregando novos conhecimentos e tradições.
E, nós unaienses, fazemos parte deste passado. As famílias fundadoras de Unaí, de lá vieram: a nossa história deixou de ser escrita em Paracatu há apenas 66 anos, e este vínculo nunca desaparecerá; um dia pertencemos e fomos celeiros dela e historicamente estaremos sempre atados uma à outra por indissolúveis nós.
E o que honra os unaienses é que este livro foi pensado e escrito em nosso município, não nesta próspera cidade, mas num povoado chamado Capim Branco, que na época tinha apenas cem casas, uma capela, um cemitério murado e duas escolas, uma para cada sexo. A professora D. Georgina Pimentel regia a escola do sexo feminino e o professor Olympio Michael Gonzaga era o responsável pelo ensino dos alunos do sexo masculino. Nesta época o Capim Branco tinha 600 habitantes e o Distrito do Rio Preto 7000.
O que me chamou a atenção em “Memórias Históricas de Paracatu” foi a capacidade que o professor Olympio teve de esmiuçar cada fato. Nada lhe escapou. Atentamente ele foi costurando a história com alinhavos que comprovavam a veracidade dos fatos ocorridos na época.
Um leitor atento percebe a visão futurística que ele teve a respeito da importância que um dia Unaí e região teriam no cenário econômico brasileiro.
Escrever sobre o livro MEMÓRIAS HISTÓRICAS DE PARACATU e “UNAÍ” foi a forma que encontrei para homenagear dignamente este grande educador e historiador Olympio Michael Gonzaga pelo centenário do seu livro histórico, deixando uma grande contribuição na história do Noroeste Mineiro.
Congratulo a família GONZAGA por ter em sua genealogia uma pessoa que dignificou e enalteceu os unaienses.
Alda Alves Barbosa, 26/07/10

5 pensamentos sobre “Centenário do livro “Memórias Históricas de Paracatu”

  1. Parabéns Alda, pela coragem de apresentar à população unaiense e demais, sua alma: “iluminada,sorridente, meiga e feliz”; assim o é o sentimento de quem se realiza, deixando nos passos de seu lindo caminho, poemas para crianças, jovens e mais vividos!

  2. Alda parabéns sou estudante do inesc e minha monografia é sobre a história da educação de unaí. preciso entrar em contato contigo. um abraço. unaí 06/10/2011

    • Olá Sonia,
      Tentei entrar em contato com você pelo seu e-mail, mas infelizmente a mensagem voltou. Fico feliz por você ter escolhido um tema nosso para a sua monografia. Como meu pai, sou uma estudiosa das nossas raízes, e ficarei muito feliz em poder ajudá-la.Entre em contato comigo me fornecendo o seu e-mail correto através de um comentário de alguma matéria do site.
      Abraços

      • Bom dia, Sonia! Esta informação eu não tenho, mas fique tranquila que terei no máximo até sexta-feira! Vou lhe indicar um site onde você encontrará informações sobre sua família e muitas outras de Paracatu e Unaí. Envio o link do site amanhã! Obrigada!

  3. Ola. Sou a Sonia descendente de Agenor Torres casado com Enolia Carneiro de Abreu. Devido ao falecimento da minha avó Maria Jose Torres filha de Agenor Torres, meu avô se casou de novo e separou minha mae Enólia e minha tia Zuleika Torres dos parentes delas.
    Gostaria de saber sobre a vida de meu bisavô Agenor e minha bizavó Enolia

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