DIGNIDADE, A ESSÊNCIA HUMANA

Tenho a terna mania da observação. Meus olhos sempre atentos procuram no mundo algo ou alguém para ser olhado e admirado minuciosamente. Mas tenho mesmo é um encantamento pela beleza misteriosa que envolve o ser humano. Não consigo ver cada um nas diversas formas de meu olhar, não consigo desvincular um ser humano do restante da humanidade, neste meu jeito de olhar está vinculado todo o contexto da existência, principalmente a nossa fragilidade diante da vida. As diferenças que nos aproximam ou nos distanciam, é o incognoscível do existir individualmente. As semelhanças estão nas diferenças, porque as diferenças é que nos tornam semelhantes. Há pessoas que nos fazem voar, que nos fazem ser nuvens… Há outras que colocam pesos em nossos pés e nos prendem ao chão, não nos deixam ir em companhia do vento experimentar a liberdade, a leveza do voo. Estas pessoas nos aprisionam, não nos deixam vivenciar o novo, tal o peso de suas certezas. Mas como certezas se o nosso corpo é o habitat das incertezas? Que certezas podemos ter? Há sim, temos uma, mas não quero falar da finitude da nossa existência, do nosso inevitável fim, mas sim das certezas hipotéticas que permeiam as mentes dos ‘’deuses humanos’’: certezas que atingem diretamente o valor moral e espiritual inerentes à pessoa, ou seja, todo o ser humano é dotado deste preceito, a dignidade, que nada mais é que o reconhecimento de um valor intrínseco a toda natureza humana. Não, não estamos à venda, não temos preço, somos a dignidade, e por isso não admitimos qualquer equivalência de peso e medida. Não nos avaliem ó deuses humanos pelas nossas dificuldades materiais, somos mais que isso, somos mais que um corpo, somos mais que um carro, uma casa, somos gente. Gente que valoriza a liberdade de ser, gente que tem uma consciência individual que repensa valores no convívio social. E por isso, reivindicamos o direito de agirmos dentro dos preceitos que não ridicularizem a nossa existência e nem retire de nós cidadãos o direito de sermos dignos. Não insistam, não nos vendemos, reconheçam nosso valor moral, exigimos este reconhecimento, esse respeito pela nossa humanidade. Tudo que somos foi nos transmitido por pessoas que debruçaram sobre nós e nos deram uma língua, uma cultura, tradições e princípios. E o que foi nos ensinado está arraigado na nossa natureza, não aceitamos ser objeto de instrumentalização, somos livres e estamos alicerçados no que temos de maior, de mais forte: a nossa dignidade. Será que esta tendência brasileira de cair-se facilmente no mesmo, é decorrente desta diabólica verborragia que abafa e varre melhores comportamentos de outros, mais estranhamente, parece- me que algumas pessoas gostam mesmo é de sofismas! Mas nem todos são iguais. Há quem vai fazendo, há quem vá tendo resultados com o que faz sem levar o troféu do protagonismo (o que deveria interessar menos) taça essa que esconde intenções não tão dignas e que serve de consolo a quem mais usar a linguagem para a manipulação. Já dizia Benjamim Franklin:  ‘’ Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança’’.

Sábias palavras! …

ALDA ALVES BARBOSA

2 pensamentos sobre “DIGNIDADE, A ESSÊNCIA HUMANA

  1. Caríssima, não se preocupe. Nossa Pátria mãe gentil, gerou filhos que não fogem à luta. Pode parecer que seja a minoria mas, o que importa é a qualidade e não a quantidade. Creio que o dia da virada está próximo, não vamos aceitar nova ditadura. Não temos preço, não temos medo. Abraços.

    • Caríssima, gostaria de não me preocupar, mas tenho esta preocupação sim. Concordo com você que somos minoria a não conter o grito, que temos a grandeza da não/aceitação das imposições. Mas o que me entristece é falta de líderes para arrebanhar os insatisfeitos que deitam em suas poltronas, vêm os jornais, espraguejam, mas nada fazem para mudar uma situação. Os nossos líderes daquela época, hoje estão no poder preocupados com eles mesmos e não com os brasileiros que os elegeram, que os colocaram ali para cuidar das nossas necessidades. E o que vemos? Você tem resposta e estômago para isso?

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