SOLIDÃO

Fechem as janelas
As portas
Deixem que a escuridão
Aquiete-se com
A solidão.

Neste túmulo
Escuro
Mora a humanidade.

Meu pensamento
Alça vôo
Para  me ausentar
Das horas mornas
Iguais.

Na prateleira
Tantos livros para
Ler.
Dentro de mim
Tantas estrofes
De versos em
Branco.

Fechem as janelas,
Não quero ver
O rastejar da
Humanidade
Procissão de
Devaneios,
De desertos,
De gelo
Da castidade
Dos mortos.

Quero a
Calmaria do som
Do violino ao fundo,
Como se a família
Olhasse atenta
Minha alma.

                                                                                    Alda Alves Barbosa

2 pensamentos sobre “SOLIDÃO

    • Sim Jonas, este poema retrata a minha vida pessoal. A vontade de ouvir a música que indica que eles estão alí por perto,
      na verdade esta sonoridade é a certeza de que não estou só. Sou embalada pelo poema que fala de saudades… Dos meus.

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