ANARRIÊ

Dói
Lembrar da fogueira pipocando,
Balões subindo, saias rodadas,
Babados coloridos, rosa nos cabelos,
Sorrisos marotos nos lábios
De quem na festa vai arrumar um par.
Mês de junho, mês frio, alegrias quentes,
Cada casal experimentava a beleza de
Sentir o beijo da imaginação!

Quentão forte, no ar o cheiro de cravo e
Canela; milho verde, batata doce assando
Na brasa, a sanfona animava a festa na dança
Dos dedos do sanfoneiro: “Chegou à hora da
Fogueira é noite de São João, o céu fica
Todo estrelado fica todo iluminado
Pintadinho de balão. Pensando na cabocla
A noite inteira também vejo uma fogueira
Dentro do meu coração.”

Desce balão, traz minhas ilusões de volta
Neste tempo de demoras, tempo de lembrar
As alegrias efêmeras! Desce balão, quero rodar a
Saia na roda da vida, enfeitar meu presente com o
Passado, sonhar o sonho doce que dói tamanha a
Beleza do recordar!

Alda Alves Barbosa

4 pensamentos sobre “ANARRIÊ

  1. Alda, as festas juninas alem de toda tradição e alegria que passa da gerãção em geração. Arrasta uma miltidão e agrada pessoas de todas a idades e de todas as classes sociais. Me lembro das festas de Juninas do Colégio do Carmo, o professor Geraldo Caetano Costa (Nininha) ensaiando a garotda com suas roupas de caipiras impecáveis. Meu parzinho que me ensinou a dançar. Obrigado pelas lembranças
    Orlando-DF

    • Poxa Orlando, ao ler seu comentário esbocei um sorriso… As lembranças vieram com lacinhos de fitas no cabelo, pintas de lápis crayom no rosto, batom vermelho, saia rodada e o grito do marcador da quadrilha “Mudar de par”, o coração disparado para que chegasse logo aquele parzinho que de mentirinha, o coração falava que já era o amor… Sábado estive no Colégio do Carmo para ver minha sobrinha de seis aninhos dançar… Será que o sentimento dela era o mesmo meu daquela época?
      Eita saudade!

      • Oi Alda, é bom demais, agente fica torcendo para a festa nunca acabar e se acabe em um local, semana que vem começa em outro. Eu por ser tímido só tive coragem de dançar aos 12 anos e meu parzinho Maria das Graças, a querida “Dagá”, não sei se ela se lembra, e quantos anos tinha na época (não éramos namorados), mas agradeço muito a ela e os demais que tornavam as festas tão gostosas. Fico imaginando o orgulho seu ao ver sua sobrinha dançando, e ela ao ver os familiares participando da festa, animação total, que coisa linda, Em Taguatinga por muitos anos nós faziamos festas juninas era na rua, hoje por questão de segurança não é mais permitodo.
        Muito bom o tema.
        Grande abraço
        Orlando-df

      • Oi Orlando, sempre recordando com detalhes a infância, a adolescência! A Dagá mora aqui em Unaí sim e reside no Capim Branco.
        Foi muito lindo ver a Isadora dançar , na verdade foi comovente! Sabe Orlando, recordo também das festas juninas em BH, lá nós dançávamos na rua e depois íamos apresentar no Clube Orion. E foi numa destas festas que arrumei um namorado que hoje é casado com uma moça daqui de Unaí rsrsr. A vida é vem divertida e inusitada. Aqui ainda se comemora desta forma, interior é mais tranquilo, apesar dos riscos… Dançamos de qualquer jeito.
        Com carinho

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