DE QUALQUER JEITO… MEU CHÃO

Hoje é o dia que tu trazes
Tristeza desesperada da luz
Que morreu.

Hoje é o começo do inverno da
Cidade esquecida com uma cruz
No mapa e chuvas que me fazem
Chorar. Vem me ver, vem
Devolver-me a água que faltou
Na minha infância.

Hoje quando o sol iniciou seu
Despertar e fez brilhar as
Plantações, beijo amarelo, violão
Coberto de poeira vermelha, tu,
Vestiu de meu obstinado canto,
Caiu a chuva, chuva bem-vinda,
Limpou o cerrado e acalmou
Meu coração.
.

Tu não tens a beleza por
Mim sonhada,
Mas tens o silêncio com raízes
De dias de milho,
De feijão,
De soja,
De saudade.
Tens o Rio Preto que fala a
Linguagem da calmaria e das
Tempestades nas cheias.

Hoje tu renasces em meu coração,
Confundindo-me, me cativando;
Restauro meus ossos em teu seio,
Restauro meu amor em teus braços,
Minha terra,
Meu chão,
Devolvo-me a ti!

Alda Alves Barbosa

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