OS HOMENS APRENDEM A SEREM PAIS COM AS MULHERES

Apesar da maioria das mulheres hoje terem assumido os papéis de pai/mãe de seus filhos, ainda encontramos em número grande, os chamados “lares patriarcais.” Neste mundo que se transforma a cada minuto, obviamente os comportamentos tendem a serem modificados para adaptarem as mudanças muitas vezes profundas. Diante disto nos paralisamos, temos receio de arriscarmos no desconhecido, de tomamos outros rumos, outros caminhos. Este receio que nos paralisou, não nos impede de retomar a vida já modificada novamente, na tentativa de adaptações. Viver vai ficando difícil. Os homens não mudam seu jeito de ser. Continuam machistas, mas fingem não ser; chegam apenas ao que denominamos de “tolerantes.” Acredito que em nosso país apenas uma minoria das mulheres (as que dependem financeiramente do homem) aceitam esta forma arcaica de ser do homem, o chamado “provedor do lar”, hoje, aprende-se a ser pai observando as mães. Abandonadas pelos companheiros, (ou mesmo na companhia deles) elas vão à luta trabalhando fora, a maioria estudando e cuidando da casa, dos filhos. Afazeres que incluem a feitura do almoço, encaminhar os filhos para a escola, limpar a casa, cuidar das roupas e como mágica consegue tempo para arrumar os cabelos, as unhas, ficar mais bonita… Ainda arruma tempo para rir no sofá com os filhos como se fosse feriado o fato de estar em família. A doação é tão intensa que se não estão alegres se tornam, para que os filhos não as vejam mal humoradas e sintam-se cobrados, cheios de culpas. Delegam sempre tarefas aos seus filhos: um lava os pratos, outro varre a casa, cada um arruma sua cama e deixa sempre um responsável pela fila indiana para as saídas em equipe. E neste contexto vem o lado psicológico dos filhos que precisa ser acarinhado. O lado mulher fala mais alto; o afeto é comida do coração, não pode faltar. Cada um doa ao outro este alimento da alma. Elas abraçam e amam todos. Um olhar e o outro já entende que é querido, que é importante no seio familiar. Ser pai não é instruir o filho a limpar o carro, a mijar em pé, a cuidar do churrasco, a proferir palavrões, a namorar, a perder a virgindade, a sair de uma desilusão. Não é isso mesmo. Ser pai é somente compreender. Ao compreender os filhos ele está sendo eles mais que a si mesmo. Ser pai é imitar suas crianças para parecer com eles, não o contrário. Ser pai é envolver nas brincadeiras de seus filhos, é morar na alma de cada um sem invadi-la, mas cuidá-la para que ela continue sempre lúdica. A maternidade é inata, a paternidade é trabalhada, adquirida. Há homens que escolhem serem pais para cuidar do filho que ele foi e acaba sendo filhos de seus filhos. Conversando, brincando, os pais acabarão encontrando a liberdade, liberdade que só existia antes da solidão, que hoje são dias ensolarados, afinal o brilho dos raios do sol é calor no coração que emana dos filhos.

Alda Alves Barbosa

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