VÓ JOVIANA

Na minha rua havia um
mulher de boa mente,
enquanto todos corriam
arrimados em sacolas,
ela fitava junto à janela
sonhadoramente,
observando o calçado
consumir a sola.

Sempre ouviu pessoas
de qualquer frente,
gostava de “Encosta sua
cabecinha no meu ombro
e chora” e enquanto ouvia
tomava seu vinho
solenemente, enquanto
contemplava a aurora.

Na sua rua não havia
gente triste. Despertava
a felicidade em qualquer
manhã sonora.
O mundo nunca soube
Que gente como ela
existe.

Tudo que nos ensinou
persiste. Deve saber
que componho estes
versos agora. Pena que
agradecimento ficou
para depois da sua
ausência tão triste!

Adriano Versiane
(Neto de tia Joviana)

2 pensamentos sobre “VÓ JOVIANA

  1. Que lindo!! Deu ate saudades de tia Joviana, mulher pequena no tamanho mas de grande sabedoria e alegria! Parabéns Adriano, retratou muito bem nossa saudosa tia…
    Bjos…

    • Solange, o Adriano soube compor um quadro poético com maestria. Extraiu do jeito de ser de tia Joviana, todo o potencial dela que era a leveza com o muito que a vida lhe cobrou; a alegria uma característica dela; o vinho misturado a toda essência dela compôs uma música que podemos encostar nossas cabecinhas em algum ombro e chorar a falta que ela nos faz.
      Bjus minha querida prima e amiga
      ;

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