CALÇADAS, O PERIGO VISÍVEL E INVISÍVEL

Vi através de um canal de televisão uma reportagem extensa e minuciosa  sobre as péssimas condições das calçadas brasileiras. Reportei-me a nossa cidade. Visualizei espaços de grande circulação de pessoas onde o perigo é iminente, isto é, favorece os rompimentos dos ligamentos que fazem das pessoas um todo: pés, pernas, braços e qualquer outro membro ou órgão que fazem parte da frágil estrutura física humana. Ao transitar pelos chamados “passeios” temos que ter o cuidado de observar permanentemente se aquele espaço físico é transitável, ou oferece perigo. Observe demoradamente, e só ande sobre ele se tiver certeza de que está trafegando com segurança. Se ficar na dúvida, opte por andar, não no meio da rua, mas rente às calçadas. Quando necessitar de ir à Rua São José, no quarteirão onde está situado o Banco do Brasil, Bradesco a Casa Lotérica… a atenção deve ser redobrada, andar ali é como andar na corda bamba, a qualquer momento você pode “esborrachar” e, o lugar mais perto onde você vai parar é no hospital. E pensar que nestes lugares, as pessoas idosas, já fragilizadas pela idade, são obrigadas a passar sempre por ali, enfrentando todos os tipos de riscos, para receber, pagar suas contas e jogar o “jogo da sorte.” Como se não bastassem os buracos, os desníveis,temos piso de cimento aqui, cerâmica acolá e os “benditos” pisos escorregadios. Ignoram que na hora de projetar uma calçada o material é de extrema importância, e o mosaico é o último material a ser utilizado num local de grande tráfego de pessoas, primeiro por ser pouco resistente… e, segundo, por ser escorregadio em dia de chuva. Para concluir temos também a questão estética, os lixos que são jogados irresponsavelmente pela população. Os órgãos públicos têm o seu dever, mas a população, no geral, não ajuda. Ou seja, a sujeira nas ruas é falta de educação nossa sim. Temos muito que aprender e mudar; somos frutos de uma realidade brasileira onde já não podemos ser mais bairristas cegos, vivemos nos tempos da idade média: quem deveria fazer não faz, quem deveria educar não educa, quem deveria obedecer não obedece. Quem precisa dormir para trabalhar exaustivamente no dia seguinte, não dorme, porque a preferência é para aqueles que fazem badernas nas ruas, “envenenam, carros e motos para fazer seus cavalos-de-pau, o TUM-TUM-TUM ensurdecedor (música) é prioridade nas madrugadas… O trabalhador? Que se dane!

É este o nosso Brasil! Diariamente deparamos com realidades complicadas; falta-nos o todo, o essencial…!

                                                            Alda Alves Barbosa

5 pensamentos sobre “CALÇADAS, O PERIGO VISÍVEL E INVISÍVEL

  1. A voz do povo é a voz de Deus. E você representa essa voz com seus textos tão sensatos. Concordo plenamente. Já passei perrengues quando tinha que sair com minha mãe na cadeira de rodas e enfrentava verdadeiros barrancos, tendo que sair das calçadas e empurra-la pelas ruas, correndo o risco de sermos atropeladas. Isso sem falar na falta de sombra, pois nossa cidade não é arborizada. Dê uma voltinha pelo bairro cruzeiro e veja a “beleza” das calçadas, a maioria com cerâmicas coloridas e “belíssimos” degraus. Pobres pedestres e cadeirantes que circulam por ali!!!! Continue gritando por nós amiga!!!!

    • Gilda, Não há neste nosso chão um lugar que você possa andar sem que tenha de prestar à maxima atenção. Não gosto de sair e levar celular comigo, não acho que seja necessário, mas se fosse sei que passaria por maus pedaços: falar ao celular e andar em Unaí é pedir para cair, esborrachar mesmo. Imagino voce saindo com sua mãe… Só dá para imaginar os transtornos, o medo de cair e deixar cair uma pessoa idosa e doente.Eu morava no Bairro Cruzeiro, hoje as calçadas brilham, e sem as árvores que antes haviam ali, o sol faz a festa. Sei que as que ali existiam as raízes estavam adentrando pelas casas, mas se arranca uma, planta-se outra no lugar. Aqui não, aqui nada se faz, nem pela arborização, nem pelos jardins, o povo suja as ruas , o capim já está crescendo nos lotes considerados vagos, mas a multa não chega… Perde-se votos.
      Senhor! Senhor!
      Um grande abraço, obrigada por ter comparecido ao lançamento do meu livro. Espero que tenha gostado.
      Com carinho,

  2. Minha linda, tudo isso que você relatata aqui é a prova do descaso dos nossos políticos com o contribuinte que paga seus impostos e que deveria receber em troca os benefícios necessários para que todos pudessémos ter uma condição melhor em todos os sentidos das obrigações que eles têm para com a população. De fato, falta a conscientização da população em fazer a sua parte também quando se trata de manter limpa a cidade e a conservação dos bens públicos. Mas acho que isso tudo só vai melhorar quando os políticos tiverem a obrigação de andarem a pé pelas calçadas, seus filhos tiverem que estudar em escolas públicas e andarem em transportes coletivos, tiverem que usar obrigatiriamente o SUS (Sistema Único de Saúde). Se mesmo assim nada mudar, nada nos resta a fazer a não ser uma mobilização nacional para cobrar o que é de nosso direito. Mas como bons brasileiros que somos e extremamente pacíficos quem vai tomar a inciativa ? Pelo menos vale a sua intenção e abordar um assunto tão importante, mas que poucos se importam e reclamar. Um grade abraço e continue sempre assim.

  3. Acredito que a culpa primária é da população. Você só muda a política se mudar a cultura da cidade. A cultura em Unaí é que a calçada é particular. As pessoas andam na rua igual cachorro. A calçada é do carro, a árvore é arrancada para não rachar a calçada. O piso é bonitinho, mas ordinariamente escorregadio. As rampas são para os carrinhos entrar. Cadeirantes e idosos que andem na rua. Essa é a cultura de Unaí (ou seria falta de cultura?).

  4. Claro que é falta de cultura. Aqui não existe um jeito de cuidar do que é nosso da mesma forma, com o mesmo critério. Há diversificações de importâncias e prioridades com este chão. As calçadas também servem para expor mercadorias, andamos pelas ruas, com o grande risco de sermos atropelados porque ou escorregamos, ou somos atropelados por bicicletas ,temos também que nos desviarmos das calçadas entulhadas de mercadorias expostas.
    Sabe que ando cansando? Aqui é como o restante do país: as festas ficam abarrotadas de gente, mas se for necessário reclamar, porque temos o direito, não encontramos ninguém que faça isto, apesar de não estar satisfeito (a) também. Será porquê? Tem resposta para esta atitude?

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