DROGAS – O PÃO NOSSO DE CADA FAMÍLIA

Vivemos, no mundo de hoje, uma assustadora crise de valores, o egoísmo, o impudor, a falta de respeito ao semelhante, a busca neurótica de bens materiais, tristes sinais de uma época, que são divulgados com tamanha naturalidade, quando não são exaltados pela mídia. O mundo de toda pessoa é primeiramente constituído pela família, mas esta se encontra esfacelada, desestruturada e numa tormentosa crise de identidade. Não fora isto, adolescentes e jovens adultos não estariam destruindo a si mesmos e a seus semelhantes. Os valores se perderam, a ética está debilitada… A autodestruição se instalou nas mentes destes adolescentes, levando-os a descerem nos porões da vida enquanto a escalada das drogas cresce deixando em jogo os valores fundamentais que dão sentido e dignidade à vida. Portanto, a ausência da família foi substituída por uma presença “a neurose do lucro”, a qual há muito instalou em nossa vida social um pesado clima de voracidade e individualismo, ficando as novas gerações amarguradas por não encontrarem em seu mundo reais manifestações de solidariedade humana. Somam-se a tudo isto, agora atingindo os economicamente infra-dotados, os terríveis processos de exclusão sócio-econômica. Contingentes imensos são deixados de fora dos planos de desenvolvimento econômico, uma espécie de “massa sobrante” previamente calculada cuja situação social acaba sendo mesmo inferior à dos escravos do século passado – é uma espécie social de lixo indesejado. Estes processos de exclusão sócio-econômica são necessariamente geradores de ressentimentos chegando a autodestrutividade, resultante de uma sociedade totalmente doente que busca se envenenar com as drogas. O presente século não brotou do nada. Ele é fruto de uma evolução histórica; foi esculpido pelos aspectos equivocados da modernidade, bem como seus lados bons. É a família e a educação que viabilizam a intervenção sobre a realidade condicionadora, e é neste sentido que se enfatiza a prevenção como o caminho adequado para modificar o quadro atual sobre o consumo de drogas. O ser humano precisa ter como segurança o seu grupo familiar; pais e mães devem deixar que seus sintam que, em todo caso, podem contar com a família. Como? Invertendo todo o processo de vínculo familiar que na construção atual acaba por conduzir seus filhos ao drama das dependências de drogas tóxicas.

“A paternidade faz a diferença!”

Fonte de consulta: Drogas e Álcool – Prevenção e tratamento – Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas

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