COTIDIANAMENTE…

Estou de alguma forma onde deveria estar. Calo na dor ou grito intensamente. Mostro a minha cor… Minha aura deixa descoberto o meu ser. Fica visível a minha pouca luz e as minhas imensas trevas… Sou feita de tantos momentos que tomam formas… Tantas páginas abrem caminhos todos os dias através de mim… Coloridas… iluminadas, vermelhas, verdes, cinzas. Mas não me contento, vou indo, mesmo aos tropeços, para chegar a algo maior, mais puro, mais leve… Estou sempre à procura da página mais terna, mais amorosa, onde os sonhos são permeados de cores e as lágrimas são rios de águas lentas, cristalinas…
Curvo-me… Elevo-me… Curvo-me…
Sobrevivo… Sobrevivo… Sobrevivo…
Caio
levanto
choro
rio
esbravejo
canto
preocupo-me
Mas bordo as tristezas de todos os dias com a magia de cada pôr-do-sol e…
Amo… Amo… Amo… intensamente.
As vezes este amor que derrama de mim eu o abomino também e, recuo na solidão do mundo e da minh’alma.
Quem nunca foi bicho?
Quem nunca foi anjo?
Quem nunca pecou?
Quem nunca acalentou?
Quem nunca morreu?
Quem nunca ressuscitou?
Sombras e luzes passeiam na mesma estrada, estão próximas. Divulgam para longe a minha vaga luz e a minha intensa sombra. É assim a minha vida…
Abraço sóis
enfrento correntezas,
viro terra para buscar o amor
Amor… Amor… Amor.

Alda Alves Barbosa

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