SONETO DA TUA AUSÊNCIA

Pintura em tela – Di Cavalcanti

Ouço a voz da noite
Sussurro tecido na escuridão
Da tua ausência doída, um açoite
Na sombra inóspita do meu coração.

Longas caminhadas pelas ruas nuas
Labirintos rudes derramando esquinas
Meu olhar amarga a esponja crua
No meu corpo exíguo, espaço de ruínas

Ruínas secretas como lágrimas da terra
Germinadas na ausência do teu contato
Neste corpo sem norte, neste corpo de esperas.

Na face da madrugada, na exaustão
Dos soluços que buscam aconchego
No inexistente abraço, na existente solidão.

Alda Alves Barbosa

Um pensamento sobre “SONETO DA TUA AUSÊNCIA

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