Pintores portugueses do Século XX

MARIA HELENA DE CASTRO NEVES DE ALMEIDA

Maria Helena de Castro Neves de Almeida nasceu em 1934, em Lisboa, e estudou pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Proveniente de uma família artística, sendo filha de Leopoldo Almeida – autor do Padrão dos Descobrimentos, irmã do arquitecto Leopoldo Castro de Almeida e também irmã da pintora Manuela Almeida. Por essa altura a situação artística em Portugal assim como as fontes de informação e os modelos a seguir eram, segundo a artista, “miseráveis”. Não havia revistas de arte internacionais e a maior parte dos artistas só eram reconhecidos a nível nacional. Há menor chance que teve mudou-se para Paris.
Aos 30 anos Helena obteve uma bolsa de estudo e desloca-se para Paris onde ganha pela primeira vez, contacto com a arte abstracta. Esta ida a Paris vem mais tarda a influenciar a sua produção pictórica. No inicio da sua carreira, Helena começa por abordar a pintura, começando com pinturas abstractas.Os temas abstractos por ela pintados exploram o tema da caracterização do espaço pictórico e da ambiguidade entre espaços interiores e exteriores. A tendência de dar forma humana á sua arte, vem a acentuar-se cada vez mais, com a utilização do seu próprio corpo enquanto objecto ou tema de pintura.Helena entra agora numa fase completamente nova, talvez a sua fase mais conhecida, esta marcada pelo recurso á fotografia. O percurso de Helena têm vindo a ser confirmado como portador de uma linguagem altamente expressiva na qual as mais diversas disciplinas e atitudes convergem. Embora seja frequentemente considerada fotógrafa, o seu trabalho liga-se a outras áreas das artes plásticas, tais como a pintura e a escultura, devido ao processo que adopta na elaboração das imagens bem como pelo uso de cor e outros materiais que complementam as suas produções.
O seu método de trabalho implica uma coreografia de todos os movimentos que serão executados e fotografados, com a ajuda do seu marido Artur Rosa. Em seguinte as fotos eram tratadas através da utilização de pintura ou de desenho, introduzindo elementos visuais, como linhas ou manchas, de forma a obter os diferentes significados. Por último, as fotografias eram frequentemente organizadas em grupo, criando sequências de acção.
Anula-se assim a diferença entre pintura e fotografia e entre interior e exterior. A obra torna-se então um misto de duas artes distintas a fotografia e pintura. Na sua obra existe um ritual que afasta a intenção de realização de auto-retratos, como nos é mostrado nos trabalhos “Variações e fuga sobre o corpo”, “Tela habitada” ou “Estudos para um enriquecimento interior”, todas datadas da década de setenta.
Algumas fotografias foram acabadas com manchas azuis, verdes ou negras. Exemplo destes trabalhos são as fotografias tratadas com tinta negra, procurando negar os limites do corpo, como na obra “Negro Exterior”. Helena e a sua obra tornam-se numa só, não podendo assim haver sentido nas suas obras sem a sua presença.
Helena Almeida é uma das figuras de êxtase da arte contemporânea Portuguesa. Tem vindo a expor um pouco por todo o mundo e encontra-se representada num grande número de colecções particulares e públicas, portuguesas e estrangeiras.

Galeria

Sua opinião é importante para nós. Participe com um comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s