PINTORES PORTUGUESES DO SÉCULO XX

GRAÇA MORAIS

Graça Morais nasceu a 17 de março de 1948 em Vieiro Trás-dos-Montes, no Nordeste de Portugal. De 1957/58 vive em Moçambique onde é presenteada por seu pai com a primeira caixa de aquarelas. Em 1959 regressa a Vieiro. Em 1951 ingressa no Liceu de Bragança. Nos anos seguintes, pinta o cenário para uma representação do Auto da Alma de Gil Vicente. Em 1965 foi pra Graça Morais um ano de interiorização e inquietação. Pinta e desenha com os precários recursos de que dispunha. Mais tarde, quando viu pela primeira vez a pintura de Van Gogh, evoca as searas, os palheiros e os rostos dos camponeses de Vieiro.
Em1966/67 – Regressa a Bragança para continuar a estudar e ingressa na Escola Superior de Belas Artes do Porto, para estudar pintura. Chagall e Van Gogh são as suas primeiras referências. Em 1970 viaja, pela primeira vez, para fora de Portugal. Visita Londres, Amesterdão, Roterdão e Paris, e descobre com deslumbramento a pintura Rembrandt Van Gogh. Descobre também a pintura de Francis Bacon.
A pedido de José Saramago ilustra uma reedição do seu livro O Ano de 1993. Expõe a série
“Evocações e Êxtases” na Galeria 111, de que fazia parte a pintura “Alda, Espelho do Mundo”, adquirida pela Secretaria de Estado da Cultura. Em Julho, a convite de Paula Rêgo vai para Londres, onde trabalha num atelier contíguo ao de Paula, beneficiando da amizade e da convivência com a pintora e com o seu marido, Vic Willing. Representa Portugal na exposição “Eighty”, que percorreu várias cidades europeias. Integra as exposições “Arte Contemporáneo Português” no Museu Espanhol de Arte Contemporânea, em Madrid, “70/80 Arte Portuguesa”, em São Paulo e no Rio de Janeiro, e “Five Portuguese Artists”, na Art Society of the International Monetary Fund, em Washington.
Em 1988 A convite do Embaixador José Fernandes Fafe desloca-se a Cabo Verde. Aí, fotografa, desenha e pinta pessoas anónimas, em que as mulheres assumem particular destaque. Sócia fundadora da primeira editora cabo-verdiana independente, a Ilhéu Editora, que se estreou com a publicação de O Testamento do Senhor Napummuceno da Silva Araújo de Germano de Almeida.
Assina o desenho da capa e quatro ilustrações para O Príncipe Imperfeito, de Clara Pinto Correia.
Dona de uma vida muito rica Graça Morais É homenageada pela Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro. O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais e a Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV) organizam a IX Edição do Concurso de Artes Plásticas “À Descoberta das Nossas Raízes com Graça Morais”, dirigido a todos os alunos de todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao ensino superior. Apresenta uma nova exposição (renovação do acervo) no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Terra Quente – Terra Fria, Desenho e Pintura 1978-2002, Bragança, comissariada por Jorge da Costa. Estreia no Teatro Municipal de Bragança o espetáculo coreográfico a partir da obra de Graça Morais, Terra Quente, Terra Fria, direção de Joana Providência, com itinerância por todo o país. É atribuído o Prémio de Artes Casino da Póvoa’2011. Inaugura na Cooperativa Árvore, no Porto, a exposição 2011: A Caminhada do
Tabucchi
É membro da Academia Nacional de Belas Artes e de diversas associações, confrarias e fundações culturais. Foi agraciada com o grau Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, atribuída pelo Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, em 1997.

Consulta: Blog pessoal de Graça Morais gracamorais.blogspot.com

GALERIA

 

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