As Curvas do Corpo Humano

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O “pecado” de Adão e Eva culminou numa tragédia. Infligiu-nos uma segunda pele. Após “pecarem” olharam para seus corpos e se envergonharam. Estavam nus. Folhas de parreira – estavam no paraíso – foram à alternativa encontrada por eles para que pudessem cobrir suas partes “vergonhosas.” Partes que estavam ali porque foram criados assim.
E não parou por aí. Foram cobrindo seus corpos cada vez mais. Claro, as folhas de parreiras foram saindo de moda, e novos modelos foram criados com o objetivo de cobrir todas as criaturas de Deus.
Cobriam os corpos e desnudaram os cérebros. Retiraram do ser humano a leveza dos movimentos despidos de ornamentos e acrescentaram o peso das vestes e dos acessórios. Na caixa do cérebro – a cabeça – só restou à obrigação de abrigar o todo das vaidades humanas. Nada no cérebro, no corpo os deslumbrantes nadas.
A nudez, objeto de minha poesia, do meu silêncio que a observa. A nudez, a perfeição que me leva a aceitar a presença Divina. A nudez, a sensualidade que me faz desejar o outro, o véu que descortina o prazer que me faz ir ao encontro do brilho estelar. Nudez, beleza harmônica de perfeição e forma.
Leio a nudez atentamente, como quem lê cada veio d’água, como quem lê cada murmúrio das águas que correm no “meu” rio, como quem lê o orvalho, como quem lê as coisas que nunca foram escritas.

Alda Alves Barbosa

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