O Amor Desfolha

É noite dentro de mim. Minha alma pedinte chora, ajoelha… Ergo minhas mãos vazias para os céus! Rezo, suplico paz, suplico luz, luz de paz.
O sol derrama ouro pelas serranias; dentro de mim escorre rios de lágrimas. Da janela vejo as flores do cerrado: poucas, humildes. Pérolas que enfeitam o sertão braseante. Canta ao longe as águas negras, “meu” Rio Preto. Canta mais alto meu rio! Mais alto! Mais alto! Entorpeça meu coração com sua sinfonia tangível, com sua doce cadência, e eu irei boiando ao acaso nas correntezas dos seus braços. O amor desfolha!
 
Alda Alves Barbosa

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