Campo Belo

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Acredita-se que o território do Município foi outrora refúgio dos temíveis cataguases. Fugindo a tenaz perseguição do audaz bandeirante Feliz Jacques, refugiaram-se eles nos sertões de Tamanduá e de Piui, conforme conta Diogo de Vasconcelos na sua História Antiga. Ora, sendo o território do Município parte dos “Sertões de Tamanduá” e as margens do rio Grande, por onde os cataguases desciam em sua fuga, e possível que, na atual vila de Porto dos Mendes, à margem daquele rio, tenha existido aldeiamento de índios, pois naquelas paragens foram encontrados pedaços de panelas de barro. que dizem ter a eles pertencido.
Em fins de 1675, Lourenço Castanho Jacques – o Velho -, penetrando o sertão agreste a frente de forte bandeira, desalojou os indígenas, perseguindo-os. Em princípios de 1676, conseguiu liquidar completamente os cataguases.
Ficavam assim desembaraçadas as terras do Oeste de Minas, para que nelas penetrasse, com os bandeirantes, a colonização e o início de uma civilização que, embora vagarosa, não deixou de vir.
Lourenço Jacques e seus companheiros foram, portanto, as primeiras pessoas civilizadas que pisaram o território do Município de Campo Belo, livrando-o dos ferozes cataguases.
Possívelmente, dessa época, deve datar o início da civilização nas terras em que se veio fundar mais tarde o Arraial do Senhor Bom Jesus de Campo Belo.
Segundo a lenda, a fundação de Campo Belo deve-se a Romão Fagundes do Amaral, que no início do século XVIII, chefiando uma caravana de caminheiros vindos do sul , em demanda do Oeste de Minas, em busca de terras férteis, acampou às margens de um pequeno curso de água.
Seduzidos pela flora exuberante do local aí se fixaram com o fim de se dedicarem ao cultivo da terra. Originou-se assim um pequeno núcleo denominado Ribeirão São João, em virtude do ribeirão ali existente.
Anos mais tarde, Catarina Parreira chegava as terras de Campo Belo trazendo em sua companhia alguns filhos e muitos escravos.
Imediatamente fundou, distando légua e meia da clareira denominada “Campo Belo”, a fazenda dos Parreiras. Cerca de dez anos após a sua chegada Dona Catarina, católica fervorosa, deu início as obras de monumental igreja, em torno da qual formou-se o arraial do Senhor Bom Jesus de Campo Belo.
O nome do Município, dizem, foi motivado pela exclamação: que campo belo! proferida por Romão Fagundes ao avistar entre as matas uma clareira de deslumbrante beleza.
Formação Administrativo
Campo Belo tornou-se distrito por Alvará de 24 de setembro de 1818.
A vila foi criada pela Lei provincial n.° 373, de 9 de outubro de 1848, com sede no povoado de Senhor Bom Jesus do Campo Belo e essa mesma denominação. Suprimida pela Lei n.° 472, de 31 de maio de 1850, reconquistou sua autonomia administrativa por efeito da Lei n.° 2 221, de 13 de junho de 1876. Originou-se do então Município de Tamanduá, ocorrendo sua reinstalação a 28 de setembro de 1878.
A Lei n.° 3 196, de 23 de setembro de 1884, concedeu foros de cidade a sede municipal.
Em 12 de dezembro de 1953 e 30 de novembro de 1962 perdeu os distritos de Santana do Jacaré e Aguanil, desmembrados para formarem novos municípios destes nomes.
Na divisão territorial vigente figura com dois distritos: Campo Belo e Porto dos Mendes, este último criado pela Lei n.° 2 764, de 30 de novembro de 1962, com território desanexado do distrito-sede.
Judicialmente, Campo Belo é sede de comarca, criada pela Lei provincial n.° 3 196, de 23 de setembro de 1884 e instalada em 7 de março de 1892.
É comarca de 3.ª entrância, constituída pelos municípios de Campo Belo (sede), Cristais, Santana do Jacaré e Aguanil.

Fonte: Biblioteca IBGE

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