Apenas pedaços de mim

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Pouco a pouco, entre as árvores antigas, todos que se foram retornam. Devagar vou emergindo. E nos meus pesadelos a angústia vai me abraçando. Eu, sossegada no chão das minhas mortes, vejo-me espatifando. Os cacos são mais do que eu sou. Da janela observo-me a devorar-me. Estou com fome de mim. Eu e minhas fomes de eternidade. Eternizar cacos esfacelados pela angústia da presença aflitiva da agonia de viver.
Tento ignorar o purgatório, o inferno. Busco os céus com olhos ávidos. Um caco de mim brilha. E esta fagulha que cintila sou eu… um pequeno caco a reluzir. Minha alma está ali a flamejar.
Minha alma está ali a flamejar? A minha vida está ali a reluzir?
São apenas pedaços de mim… minhas angústias, meus pesadelos!

Alda Alves Barbosa

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