Clareira

sertao_brasil[1]
E a terra compactada
foi se abrindo
tecendo vincos
na pele seca golpeada
pelo fulgor do sol
escaldante de outubro.
Estio de primavera,
abóbada implacável
mordendo a vida
desse sertão,
queimando o pó vermelho,
secando as poucas águas,
aproveitando nossas lágrimas
para umedecer as ruínas
provocadas pelo teu
inferno de fogo.
Ouçamos a aurora
a abóbada crepita…
Vem devagar aprofundar
as nesgas já desenhadas
no chão pobre e belo
do meu quente cerrado.

Alda Alves Barbosa

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