Sala nua

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Quando entro naquela sala nua à hora que o dia vai desmaiando e que os ruídos do mundo são substituídos pelos silêncios gélidos, ela,a sala, tem para mim a estrutura melancólica de uma alma que vagueia.

Os meus passos ecoam tristemente no assoalho em direção a janela triste, onde fios de luz do sol insistem em sobreviver. Fios de luz tristes como a sala e minha alma. É uma tristeza feita de silêncios, penumbras e poeiras.

Minha alma triste… minha alma erma… substância dispersa numa sala com janelas tristes, fios de luz sem forma adentrando a noite que chega devagar do abismo e do nada!

Alda Alves Barbosa

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