Meu caderno de prova

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Um movimento sutil e a capa do caderno quase sexagenário, gasto pelo tempo, diluiu-se em minhas mãos. Tentei reter os pedaços entre meus dedos como se tentasse segurar o tempo. Segurar o tempo passado? Segurar o tempo no presente? ou tentando segurar minha existência?…

Eu e o caderno somos um…Caderno de prova que comprova o conhecimento… Hoje ele me conta o tempo – Tempo que já me pesam as pálpebras… um oco medo de não permanência… de não ver nunca mais as flores, nem as águas dos rios mudando de cor. Já me pesa o oco medo de perder-me de mim; de não sentir gosto, calor, amor, o bem e o mal da vida.

Já me pesa aquele meu caderno poroso amarelecido pelo tempo, pousado no chão… Pousado no chão… Dormindo no chão!

Alda Alves Barbosa

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