Caeté – Minas Gerais

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Caeté fica a 59 km da capital mineira, aos pés da Serra da Piedade, um importante marco turístico, religioso e ambiental de Minas Gerais. A história da cidade teve início no ciclo do ouro, contribuindo com fatos importantes na história do Estado, como a Guerra dos Emboabas; um confronto travado de 1707 a 1709 pelo direito de exploração das jazidas de ouro. O conflito envolveu os desbravadores e forasteiros que vieram depois da descoberta das minas. O primeiro grupo, formado pelos bandeirantes paulistas, havia descoberto a região das minas e reclamava a exclusividade na exploração dessas minas. O outro grupo, composto de portugueses e migrantes de outras partes do Brasil, chamado de “emboabas” pelos paulistas. Portanto, Caeté é uma das mais antigas localidades de Minas, com importante patrimônio histórico, cultural e ambiental. O município fica entre os municípios de Taquaraçu de Minas, Raposos, Bom Jesus do Amparo, Santa Bárbara, Sabará, Barão de Cocais, Rio Acima, Nova União e também próxima aos distritos Antônio dos Santos, Morro Vermelho, Penedia e Roças Novas. Na época do ciclo do ouro, a Serra da Piedade era uma espécie de referência para viajantes e aventureiros que vindos do sertão dos geraes, subiam o rio das Velhas em direção a região das minas de ouro. O que os bandeirantes imaginavam serem pedras preciosas e ouro, era o minério de ferro no topo da montanha, que refletia a luz do sol. O caminho segue as margens do rio das Velhas e tem a Serra da Piedade (1.762 metros) como referência. Além da história da serra que reluz, a Serra da Piedade foi localização para a chegada até as minas a partir de Raposos, Sabará e Caeté. Dentro da bacia hidrográfica do rio das Velhas, a Serra da Piedade é também um importante divisor de águas entre a bacia dos rios Caeté e Sabará com a bacia do rio Taquaraçu. O Rio Caeté deságua no rio das Velhas em Sabará e as águas do Rio Vermelho chegam ao Rio Taquaraçu e depois caem no Velhas. Caeté é é essencial na programação de educação ambiental do peixinho Theo, por ser parte fundamental da história da bacia hidrográfica do rio das Velhas.essencial na programação de educação ambiental do peixinho Theo, por ser parte fundamental da  história da bacia hidrográfica do rio das Velhas.

Santuário Nossa Senhora da Piedade

Santuário Nossa Senhora da Piedade

O Santuário Nossa Senhora da Piedade, localizado a 48 km da capital mineira e a 16 km do município de Caeté, é um cenário de riquíssima beleza natural, no alto da montanha, a 1746 metros de altitude. Ideal para a reflexão, oração e o encontro com Deus, o Santuário que abriga a Padroeira de Minas Gerais é propício para quem busca a tranquilidade e a beleza da natureza.

Do alto do Santuário, em dias claros, é possível ter uma das mais belas vistas das montanhas de Minas. São 360 graus de panorama, com mil e uma facetas da beleza que só a mãe natureza oferece de maneira tão generosa, inspirando a conduta humana.

Em dias mais frios e nublados, o espetáculo é ainda mais bonito. Do topo da Serra da Piedade descortina-se uma deslumbrante paisagem do verde das matas subindo e descendo montanhas, de onde avista-se também nove cidades: Belo Horizonte, Caeté, Contagem, Lagoa Santa, Nova União, Raposos, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano.história da bacia hidrográfica do rio das Velhas.

Imagem talhada por Aleijadinho

Imagem esculpida por Aleijadinho

Belíssimas Igrejas:

Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso

Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso

Igrejinha de São Francisco de Assis

Igrejinha de São Francisco de Assis

Igreja de São Francisco

Igreja de São Francisco

Igreja da Penha

Igreja da Penha

Matriz Nossa Senhora de Nazaré

Matriz Nossa Senhora de Nazaré – Morro Vermelho – CaetéCentro Histórico:Centro Histórico

Chafariz de Caeté - Morro Vermelho

Chafariz de Caeté – Morro Vermelho

Pelourinho de Caeté

Pelourinho de Caeté

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Centro Histórico:

Centro Histórico

Centro Histórico

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Casa João Pinheiro

Casa João Pinheiro

Fachada do Museu Regional

Fachada do Museu Regional

Mais Turismos:

Pedra Branca

Pedra Branca

Do cume se pode ter uma boa vista de toda á cidade de Caeté e também da Serra da Piedade.
Apesar de já contar com mais de vinte vias a pedra branca ainda possui uma de suas faces com poucas vias (próximo a via “Esperas dos Urubus”8º grau) onde é possível a abertura de novas vias com dificuldades variáveis.

Pedra Branca,é uma pedra de granito, é bem mais aderente que o calcário tão abundante na região. Como é próxima a Belo Horizonte ela se tornou um ótimo local para treino de aderência dos escaladores da grande metrópole tão acostumados aos buracos do calcário.

Outro ponto interessante é um bar que fica no cume da Pedra Branca.

Cachoeiras:

Cachoeira de Santo Antonio

Cachoeira de Santo Antonio

Cachoeira em Caeté

Cachoeira em Caeté

Cachoeira do Mergulho

Cachoeira do Mergulho

Cachoeira do Leão

Cachoeira do Leão

Cachoeira da Pedra Pintada

Cachoeira da Pedra Pintada

Ruas:

Rua Dr. Israel Pinheiro

Rua Dr. Israel Pinheiro

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Inicio da Rua Mato Dentro

Inicio da Rua Mato Dentro

Praça

Praça

Paisagens:

Acho Caeté uma linda e histórica cidade. Busquei em muitos sites e blogs fotos que pudessem mostrar às pessoas que me visitam aqui a oportunidade de ver e quem sabe visitar esta que uma das cidades que mais admiro em nossa Minas Gerais. As fotos não são minhas. Quem se sentir lesado, por favor, entre em contato com o site. Obrigada.

Visite a Cidade de Moeda – Minas Gerais

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Dispõe de um território com 155 km², onde viviam, em 2010, 4.689 pessoas. A densidade demográfica era, portanto, naquele ano, de 30,25 habitantes/km². O setor terciário predomina na economia. O bioma é de Mata Atlântica (Cf. http://www.ibge.gov.br – consulta em 24-04-2013).
Situa-se à margem direita do Rio Paraopeba.
Municípios limítrofes: Brumadinho, Itabirito e Belo Vale.
Está a 61 km de Belo Horizonte.
Gentílico: moedense.
História do Município, segundo o site do IBGE:
O povoamento começou no final do século XVII, com a chegada dos bandeirantes paulistas, como Fernão Dias Paes. Vieram também os portugueses em busca das riquezas minerais, durante o processo inicial da colonização de Minas Gerais.
Foram encontrados utensílios indígenas, pelas imediações da sede, que comprova a existência de tribos como os primeiros habitantes.
No início do século XVIII, alguns portugueses, para fugir dos altos impostos do quinto do ouro, construíram no meio da mata, na base da Serra, um casarão denominado de Fazenda Boa Memória ou Fazenda Boa Vista. A construção tornou-se a primeira fundição clandestina de moedas falsas do País. Anos mais tarde, após a prisão dos falsificadores, os moradores da região identificaram o casarão como Fazenda da Moeda. Após esse fato, eles batizaram a serra que, até então, se chamava Serra do Paraopeba, com o nome de Serra da Moeda.
Com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Central do Brasil, o povoado começou a prosperar, recebendo novos moradores. Com o término da construção da ferrovia, muitos dos ex-empregados se fixaram em Moeda, onde foi erguida uma pequena igreja dedicada a São Caetano. O povoado foi denominado São Caetano da Moeda, mais tarde Moeda.
Formação administrativa:

O Distrito foi criado em 1938, pela Lei Estadual nº 88.
Pertenceu a Ouro Preto, Bonfim e Belo Vale.
A emancipação do Município ocorreu através da Lei Estadual nº 1039 de 12-12-1953.
Hoje o município é formado por dois distritos: Moeda e Coco, e pertence à Comarca de Belo Vale.

Consulta: Gilda de Castro

Galeria:

Tupaciguara – MG – Um potencial turístico e um deleite para quem ama pescaria

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Tupaciguara - MG

Tupaciguara é um município brasileiro situado no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se na mesorregião do Triângulo Mineiro. Sua população estimada em 2014 era de 25 269 habitantes.

“Tupaciguara” é um termo de origem tupi que significa “terra da mãe de Deus”, através da junção dos termos tupã (“Deus”), sy (“mãe”) e kûara (“terra”) . Quem nasce em Tupaciguara é: Tupaciguarense.

Distância das principais cidades
Araguari – 69.8 km.
Uberlândia – 70 km.
Belo Horizonte – 605 km.
Goiânia – 273 km.

História
O município começou a ser povoado por volta de 1841, com a vinda da família da goiana Maria Teixeira, que mandou construir uma capela em homenagem à Nossa Senhora da Abadia.TUPACIGUARA TEM 24.188 HABITANTE (IBGE 2010)

Igreja de Nossa Senhora da Abadia

A cidade foi emancipada em 1.912 e faz aniversário em primeiro de junho. Portanto já é uma cidade centenária.

Região onde se encontra o atual município de Tupaciguara era habitada primitivamente pelos índios caiapós e foi atravessada, em 1722, pela bandeira Bartolomeu Bueno da Silva.

De 1841 a 1842, graças aos esforços de D. maria Teixeira, devota de Nossa Senhora da Abadia, foi construída uma pequena capela no local, então pertencente a paróquia de Monte Alegre, e no ano seguinte verificou-se ligeiro acidente, sem consequências, com o carro que conduzia para ali um padre, para celebrar missa. Por esses motivos, a povoação que se formava em torno da capela passou a ser chamada de “Abadia do Monte Alegre” ou “Abadia do Bom Sucesso”.

O topônimo adotado posteriormente – Tupaciguara – e de origem indígena. Significa “terra da mãe de Deus”
(TUPA-CIGUARA). Em 1912, Tupaciguara se emancipa politicamente com o nome de Abadia do Bom Sucesso. Somente em 1922 o município adota seu nome atual.

Turismo
Além da culinária típica mineira, Tupaciguara oferece vários atrativos ao turista. O Grande Lago, reservatório da Usina de Furnas de Itumbiara, é onde o tucunaré, peixe da Bacia Amazônica, melhor se adaptou fora de seu habitat. A pesca esportiva é amplamente difundida e são centenas de ranchos e alguns hotéis espalhados ao longo dos 110 km de margem do lago que o município possui. Destaca-se, ainda, uma infinidade de quedas d’aguas naturais, como a Cachoeira dos Costas, a mais alta do Triângulo Mineiro, próxima ao povoado do Brilhante e a Cachoeira do Rio Bonito, a cerca de 8 km da sede do município, que integra o circuito turístico do Triângulo Mineiro.

A cidade realiza todos os anos um dos maiores carnavais de rua do interior de Minas Gerais, inteiramente gratuito.

Cultura
A padroeira de Tupaciguara é Nossa Senhora da Abadia. No interior da Igreja Matriz, se encontra uma virgem de cedro datada de antes de 1845, esculpida pelo artista Goiano Veiga Vale. É forte a tradição da viola, do catira e das comitivas a cavalo que levavam o gado sertão afora. Tupaciguara possui um casario bem conservado no estilo eclético e Art Deco. Destaca-se ainda o modernismo dos traços do arquiteto João Jorge Cury, na praça da matriz e em algumas residencias da cidade. Algumas curiosidades sobre Tupaciguara são as árvores plantadas no meio da rua, as sirenes anunciando a fornada quente de pão nas panificadoras e o costume de se anunciar os falecimentos em carro de som.

Turismo nas águas de Tupaciguara

O contraste do platô do Planalto Central, onde se assenta a sede do município, com as escarpas que descem ao Vale do Rio Paranaíba da a Tupaciguara, o privilégio de possuir mais de uma centena de cachoeiras e quedas d’água que adensadas por matas ciliares, criam um ambiente que contagia o turista, envolvendo-o num clima de êxtase misto de excitação decorrente do aumento de adrenalina e também uma grande sensação de paz .

Grande Lago de Tupaciguara, formado pela represa de Furnas, divide o município de Tupaciguara a noroeste com os municípios de Araguari – MG, Buriti Alegre – GO, Corumbaíba e Anhanguera – GO.

A represa, cuja barragem se localizado na divisa dos municípios de Araporã MG e Itumbiara – GO, tem 760 Km² de área e suas águas banham 14 municípios. O lago tem uma extensão de aproximadamente 180 Km, sendo um dos maiores lagos artificiais do planeta. Em alguns trechos, nos períodos de cheia chega a atingir a largura de 12 km.

Sendo todo piscoso, é permitida pesca esportiva de vara durante todo o ano. A pesca profissional embora permitida entre os meses de março a setembro, vem sofrendo intensa campanha contrária da população de toda a região. As principais espécies de peixe encontradas são: O Tucunaré, Pintado, Piau, Piapara, Jaú,Barbado e Dourado entre outros.

A conjugação de sua grande extensão, largura e profundidade, são ótimas para a prática de esportes náuticos. Além dos hotéis e ranchos já existentes, o município apóia e incentiva a vinda de empresários interessados em investir na indústria do turismo.

Grande Lago de Tupaciguara, formado pela represa de Furnas, divide o município de Tupaciguara a noroeste com os municípios de Araguari – MG, Buriti Alegre – GO, Corumbaíba e Anhanguera – GO.

A represa, cuja barragem se localizado na divisa dos municípios de Araporã MG e Itumbiara – GO, tem 760 Km² de área e suas águas banham 14 municípios. O lago tem uma extensão de aproximadamente 180 Km, sendo um dos maiores lagos artificiais do planeta. Em alguns trechos, nos períodos de cheia chega a atingir a largura de 12 km.

Sendo todo piscoso, é permitida pesca esportiva de vara durante todo o ano. A pesca profissional embora permitida entre os meses de março a setembro, vem sofrendo intensa campanha contrária da população de toda a região. As principais espécies de peixe encontradas são: O Tucunaré, Pintado, Piau, Piapara, Jaú,Barbado e Dourado entre outros.

A conjugação de sua grande extensão, largura e profundidade, são ótimas para a prática de esportes náuticos. Além dos hotéis e ranchos já existentes, o município apóia e incentiva a vinda de empresários interessados em investir na indústria do turismo.

Torneio de Tucunaré em Tupaciguara – MG
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Além da “Ilha dos Carneiros”, há varias outras. Não podemos deixar de mencionar a “Ilha das Pedras”, muito visitada por turistas estrangeiros. Nesta, existe uma praia com areias brancas e águas límpidas, no seu interior rochoso, a natureza esculpiu monumentos líticos, desenhando esculturas intrigantes. Sua paisagem ao longo das praias, apresenta uma imensidão de água que se perde no horizonte. O por do sol compõe um cenário de extensiva e rara beleza.

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Considerada por estudos de especialistas da UFU – Universidade Federal de Uberlândia, como o município com maior potencialidade turística na Vale do Paranaíba, depois da própria Uberlândia, Tupaciguara não se limita ao Grande Lago. A pesquisa que abrange aspectos como, atrativos culturais e esportivos, festas populares e religiosas, além das belezas naturais, considera dentre as 23 (vinte e três) cidades pesquisadas, Tupaciguara como a que depois de Uberlândia, reúne os maiores índices de potencialidades turísticas da região.

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As riquezas e belezas naturais de Tupaciguara que vão muito além das potencialidades do Grande Lago, podem ser descritas por exuberantes cachoeiras e quedas d’água, mais de cem ao todo. Vale ser lembrado, a Cachoeira dos Costas, cujo segundo tombo tem 110 metros e a Cachoeira do Rio Bonito com 76 metros de altura, distante apenas 08 (oito) quilômetros da cidade. Essas duas cachoeiras reúnem todos os principais desafios que atraem a prática do queniomismo e do rapel. O Inventário da Oferta Turística, feito por técnicos da TURMINAS, órgão oficial de turismo do governo estadual, catalogou mais de 40 (quarenta) cachoeiras. A Fazenda “Hotel Rio das Pedras” é uma mostra do perfil hídrico do município de Tupaciguara. Apenas essa fazenda oferece mais de 20 (vinte) cachoeiras e quedas d’água, que formam poços cristalinos de várias profundidades e extensão.

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Várias são as riquezas e o potencial turístico de Tupaciguara, porém a chamada indústria do turismo está apenas começando a ser explorada no município. Aqui, há espaço tanto para o investidor que queira participar conosco da exploração dessas riquesas naturais, quanto para as pessoas (idosos, adultos, jovens e crianças) que estejam à procura de descanso, entretenimento, aventura ou emoções.

Fonte:   http://www.cepede.org.br/tupaciguara/index.htm

            http://www.achetudoeregiao.com.br/mg/tupaciguara/turismo.htm

            http://www.pescagerais.com.br/pesca/torneio-pesca-esportiva-tupaciguara/ 

Araçuaí – Minas Gerais

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O Município de Araçuaí está localizado no Nordeste de Minas Gerais, no Médio Jequitinhonha, a uma distância de 678 Km de Belo Horizonte. Sua emancipação política ocorreu no dia 21 de Setembro de 1871, por força da Lei nº 1870, com uma área de 2.326 km², tendo também cerca de 70 Comunidades Rurais. Calhau era o nome do arraial que nos anos de 1830 começou a formar-se na planície entre a chapada do Piauí e a do Candonga, onde o instável Calhauzinho faz barra no caudaloso Rio Araçuaí, ficando o arraial na margem direita de ambos.

Rio Araçuaí

Rio Araçuaí

Calhau chama-se o cascalho de pedras lisas e arredondadas pela correnteza da água dos córregos. Com este cascalho estão ainda calçadas algumas ruelas da zona velha da cidade que bem possível àquele “luxo” deve seu primeiro nome. Mas seja como for, ainda hoje usam o nome “Calhau”, embora que já em 1857, quando o mesmo lugar foi criado vila, tivesse mudado seu nome para Arassuahy, que com a moda da ortografia virou Arassuaí, e ultimamente Araçuaí.

O Padre Carlos Pereira de Moura havia fundado no vértice dos ângulos de confluência dos Rios Araçuaí e Jequitinhonha a Aldeia do Pontal, atualmente Itira. Esplêndida perspectiva, terras férteis, os dois grandes rios, a viração do vale, que abate o calor, o fácil acesso às canoas, um conjunto de qualidades locais indicava aquele lugar apropriado para abrigar uma cidade. Mas o Padre Carlos era excessivamente autoritário e exigente.
Lançando os fundamentos de uma futura cidade, portou-se como senhor de alta e baixa justiça, e uma de suas determinações foi que não se consentissem ali meretrizes nem bebidas alcoólicas, então as infelizes mulheres emigraram subindo o rio Araçuaí, e, atraídos por elas os canoeiros mudaram de porto.
Nesse tempo era proprietária da Fazenda da Boa-Vista da Barra do Calhau uma velha mulata de nome Luciana Teixeira, a que A. de Saint-Hilaire se refere no seu livro de viagens. Esta boa mulher deu abrigo aos emigrantes do pontal em suas terras à margem direita do ribeirão do Calhau e de Araçuaí. Tornou-se este o ponto de arribada das canoas que subiam o Jequitinhonha.
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 A Cidade de Araçuaí está fundada na confluência do Ribeirão do Calhau com o Rio Araçuaí, à margem direita de ambos. É uma longa planície apertada entre duas altas chapadas, a do Piauí a leste e a do Candonga a oeste, na altitude de 314 metros, sendo que as duas chapadas, a pequenas distâncias, têm a altitude de 700 metros. As coordenadas da cidade, tomadas pelo Engenheiro Schnoor, são:

Latitude 16º – 55’ – 35″
Longitude oriental (meridiano do Rio de Janeiro), em tempo, 5 minutos e 21 segundos: em arco 1º – 20’ – 8″.
Está situada a 4 léguas da extrema meridional do município e a 60 de distância da setentrional.
As ruas são tortuosas e estreitas, demonstrando que a fundação da cidade não obedeceu a um plano preconcebido, e que ela se foi estendendo pela planície segundo as necessidades ocasionais.
A perspectiva não é agradável. Porque vista de qualquer das eminências vizinhas, a cidade é no fundo do vale uma grande mancha avermelhada, pois só se vêem os telhados.
As casas, quase todas de madeira, são geralmente baixas e de má aparência. Os edifícios mais notáveis são: – o hospital, vasta casa de bom-gosto moderno, não acabada ainda, por ter sido assassinado no Rio de Janeiro seu fundador, Coronel Gentil de Castro, que a construía a sua custa para com ela dotar sua terra natal; – a cadeia, onde funciona também a câmara e o júri, casarão antigo e de desgraciosa aparência, reconstruído ultimamente; e a igreja-matriz, não concluída ainda.
O telegrafo, a coletoria, o correio e o grupo escolar funcionam em casas particulares.
Os matos ao redor são caatingas baixas, que no estio se despojam de toda a folhagem: há também amplas planícies empastadas.

Rio Araçuaí

Rio Araçuaí

O Rio Araçuaí tem no porto da cidade 130 metros de largura, e é de grande beleza na curva que banha a cidade, onde ele às vezes penetra, quando transborda nas grandes enchentes. O Ribeirão do Calhau corre somente algumas vezes no ano. Acima da cidade há uma bela ilha, que fica em frente a um outeiro, onde foi a casa de Luciana Teixeira.

A população pode ser orçada em 3.000 habitantes, mas a região vizinha é toda ocupada por pequenas habitações de lavradores.
O clima é quente, seco e saudável.
A fundação da cidade de Araçuaí deve ser fixada entre os anos de 1830 e 1840. Em 1851 a Paróquia do Calhau foi desmembrada do Município de Minas Novas e elevada à categoria de vila, e em 1871 à de cidade, sendo instalado o foro nesse mesmo ano pelo Dr. Pedro Fernandes Pereira Correa. O primeiro presidente da Câmara foi o Coronel Carlos da Cunha Peixoto.
A cidade progrediu extraordinariamente em população e comércio dentro de poucos anos, chegando então ao auge de seu desenvolvimento a navegação chegando então ao auge de seu desenvolvimento a navegação do Jequitinhonha.

Prefeitura Municipal

Prefeitura Municipal

Em 1894, foi instalada a Escola Normal, que durou 10 anos.

Em 1875 apareceu o primeiro número do Norte de Minas, periódico redigido pelo Padre Pedro Celestino Rodrigues Chaves.
Depois deste teve a cidade outro jornal, o Arassuahy, órgão do governo municipal, e ultimamente O Comercio, que se edita ainda.
O grupo escolar funciona desde 1907, e o hospital, com más acomodações, por não estar concluído ainda, desde sua fundação em 1894.
Até 1911 Araçuaí era a capital de todo o Nordeste de Minas. Segundo uma estatística de 1890 Araçuaí tinha 23.298 km2. Com este tamanho era o quinto município de Minas, após Januária, Paracatu Teófilo Otoni e Montes Claros.
Ela ocupava o quarto lugar numa estatística do número de comerciantes nos municípios mineiros. Após Ponte Nova (331), Muriaé (302) e Belo Horizonte (289), Araçuaí tinha 261 comerciantes.

                                                                                   Ponte sobre o Rio Araçuaí

O Município tinha 11 grandes distritos: Araçuaí, São Domingos do Araçuaí (Virgem da Lapa), Santa Rita do Araçuaí (Medina), Comercinho, Santo Antônio da Itinga, São Miguel do Jequitinhonha, São Pedro do Jequitinhonha, Bom Jesus de Lufa, Bom Jesus do Pontal, Salto Grande, São João da Vigia. Mas em 1911 a cidade de Jequitinhonha herdou a metade daquele mundo, e em seguida vários outros povoados foram declarados independentes. Hoje Araçuaí tem 2.326 Km2. Pela abertura, uns tinta anos atrás, da grande artéria da Federação, a Rio-Bahia, que passa uns 75 km longe da cidade, o velho centro do Norte perdeu muito de sua importância.

As terras do atual município de Araçuaí, durante o século XVIII, estiveram ligadas à antiga Comarca do Serro Frio e depois ao município de Minas Novas

                                                                                Instalações do Colégio Nazareth

                                                                               Antiga Rua de Baixo//Início da cidade

Retirado do Blog da Prefeitura Municipal de Araçuaí – Fotos do google

Galeria:

Campo Belo

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Acredita-se que o território do Município foi outrora refúgio dos temíveis cataguases. Fugindo a tenaz perseguição do audaz bandeirante Feliz Jacques, refugiaram-se eles nos sertões de Tamanduá e de Piui, conforme conta Diogo de Vasconcelos na sua História Antiga. Ora, sendo o território do Município parte dos “Sertões de Tamanduá” e as margens do rio Grande, por onde os Cataguases desciam em sua fuga, e possível que, na atual vila de Porto dos Mendes, à margem daquele rio, tenha existido aldeamento de índios, pois naquelas paragens foram encontrados pedaços de panelas de barro. que dizem ter a eles pertencido.
Em fins de 1675, Lourenço Castanho Jacques – o Velho -, penetrando o sertão agreste a frente de forte bandeira, desalojou os indígenas, perseguindo-os. Em princípios de 1676, conseguiu liquidar completamente os cataguases.
Ficavam assim desembaraçadas as terras do Oeste de Minas, para que nelas penetrasse, com os bandeirantes, a colonização e o início de uma civilização que, embora vagarosa, não deixou de vir.
Lourenço Jacques e seus companheiros foram, portanto, as primeiras pessoas “civilizadas” que pisaram o território do Município de Campo Belo, livrando-o dos ferozes cataguases.
Possívelmente, dessa época, deve datar o início da civilização nas terras em que se veio fundar mais tarde o Arraial do Senhor Bom Jesus de Campo Belo.
Segundo a lenda, a fundação de Campo Belo deve-se a Romão Fagundes do Amaral, que no início do século XVIII, chefiando uma caravana de caminheiros vindos do sul , em demanda do Oeste de Minas, em busca de terras férteis, acampou às margens de um pequeno curso de água.
Seduzidos pela flora exuberante do local aí se fixaram com o fim de se dedicarem ao cultivo da terra. Originou-se assim um pequeno núcleo denominado Ribeirão São João, em virtude do ribeirão ali existente.
Anos mais tarde, Catarina Parreira chegava as terras de Campo Belo trazendo em sua companhia alguns filhos e muitos escravos.
Imediatamente fundou, distando légua e meia da clareira denominada “Campo Belo”, a fazenda dos Parreiras. Cerca de dez anos após a sua chegada Dona Catarina, católica fervorosa, deu início as obras de monumental igreja, em torno da qual formou-se o arraial do Senhor Bom Jesus de Campo Belo.
O nome do Município, dizem, foi motivado pela exclamação: que campo belo! proferida por Romão Fagundes ao avistar entre as matas uma clareira de deslumbrante beleza.
Formação Administrativo
Campo Belo tornou-se distrito por Alvará de 24 de setembro de 1818.
A vila foi criada pela Lei provincial n.° 373, de 9 de outubro de 1848, com sede no povoado de Senhor Bom Jesus do Campo Belo e essa mesma denominação. Suprimida pela Lei n.° 472, de 31 de maio de 1850, reconquistou sua autonomia administrativa por efeito da Lei n.° 2 221, de 13 de junho de 1876. Originou-se do então Município de Tamanduá, ocorrendo sua reinstalação a 28 de setembro de 1878.
A Lei n.° 3 196, de 23 de setembro de 1884, concedeu foros de cidade a sede municipal.
Em 12 de dezembro de 1953 e 30 de novembro de 1962 perdeu os distritos de Santana do Jacaré e Aguanil, desmembrados para formarem novos municípios destes nomes.
Na divisão territorial vigente figura com dois distritos: Campo Belo e Porto dos Mendes, este último criado pela Lei n.° 2 764, de 30 de novembro de 1962, com território desanexado do distrito-sede.
Judicialmente, Campo Belo é sede de comarca, criada pela Lei provincial n.° 3 196, de 23 de setembro de 1884 e instalada em 7 de março de 1892.
É comarca de 3.ª entrância, constituída pelos municípios de Campo Belo (sede), Cristais, Santana do Jacaré e Aguanil.

Fonte: Biblioteca IBGE

Galeria:

Carrancas

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Andar pelas ruas de Carrancas ou de bicicletas pelas redondezas, que incluem fazendas históricas e marcos da Estrada Real é passeio obrigatório para quem vem aqui. A cidade foi fundada em meio ao ciclo do ouro e as viagens desde Parati trouxeram bandeirantes e as suas famílias, que fixaram moradia e criaram um povoado. Eram paulistas da capital e de Taubaté que por volta de 1720 encontraram-se às margens do Rio Grande em Minas Gerais.

Apesar de grandes rivais na disputa pelas terras e pelo ouro, juntos se instalaram nas terras onde hoje está situado o município de Carrancas. Empolgados com o potencial fértil de suas terras e com a possibilidade de encontrar ouro em grande quantidade, decidiram conquistar o local iniciando um povoado com suas famílias, escravos e amigos. Em 1721 foi edificada uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição ficando então conhecido o lugar como Nossa Senhora do Rio Grande.

Pouco a pouco o povoado ia crescendo com os paulistas e portugueses que chegavam interessados pelo ouro e pela agricultura que também se desenvolvia. Outro fator determinante para o seu crescimento, foi a elevação à freguesia em 1736 que aumentou bastante o número de habitantes do lugar.

As escavações feitas pelos novos garimpeiros na serra mais próxima do lugar associadas a duas grandes rochas lá existentes, formavam para quem as via de longe, fisionomias semelhantes às de duas caras, por isso o nome de Carrancas. De lá para cá, muitos outros nomes surgiram, como, Nossa Senhora da Conceição das Carrancas, Carrancas de baixo, Carrancas de Cá e finalmente Carrancas. Por ironia, propriamente no município não fora encontrado ouro em quantidade economicamente viável mas sim na região bem próxima onde hoje estão localizados os municípios de São João del Rey , Tiradentes e Lavras.

A febre do ouro passou e desde então Carrancas descansa em suas belas serras e cachoeiras deixando a tranqüilidade tomar conta de todos aqueles que a procuram em busca de paz, aventura e equilíbrio.Hoje, a cidade é considerada a TERRA DAS CACHOEIRAS. Sua beleza natural atrai visitantes de todo o país e do exterior. Pudera, além das trilhas, das quedas d’água e da vegetação abundante, Carrancas tem ainda a hospitalidade de sua gente, que se traduz em pousos variados, de pequenas pousadas a hotéis-fazenda que propiciam ao visitante a verdadeira vida do interior, com direito a ordenha e passeios a cavalo.

Uma das mais importantes fontes de renda do município é a pecuária de corte e de leite, juntamente com a produção de cachaça, café, cana, eucalipto, milho, queijo, mandioca, feijão, arroz e artesanato. Outro ponto forte é a religiosidade: a fé do povo de Carrancas chama atenção, tanto que o carnaval de festa na cidade acontece duas semanas antes do oficial, o chamado CARNAVAL ANTECIPADO. Depois, enquanto o Brasil inteiro cai na folia, os homens de Carrancas se reúnem em retiro espiritual e a cidade é entregue à paz de quem procura descanso.

Carrancas reúne, em um só lugar, tudo que o amante da natureza e da história de nossa gente pode querer, um lugar bucólico, em que o antigo e novo se misturam, emoldurados por mais de 110 atrações naturais, entre serras, grutas, poços e cachoeiras. A cada trilha, uma paisagem nova deságua aos olhos dos turistas que são sempre bem recebidos pelos moradores.

A mesa sempre farta é apenas uma desculpa para o que o carranquense mais gosta de fazer, prosear, seja nos bares, nas ruas, nos próprios atrativos naturais ou em uma das 25 pousadas, hotéis e fazendas que servem de pouso para os visitantes. Carrancas atrai pela religiosidade, pela simplicidade e pela fartura de verde e o som das águas, que está em todos os lugares. Uma terra cheia de cultura popular e belezas naturais.

LOCALIZAÇÃO

O município de Carrancas está localizado na região sul do estado de Minas Gerais.

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Latitude “sul- 21º 28’ 24” Longitude “oeste- 44º 39’ 05” • São Paulo – 411 Presidente Dutra / 430 Fernão Dias • Rio de Janeiro – 421 • Belo Horizonte – 286 • Brasília – 1.060 • Vitória – 850 • São João Del Rei – 80 • Tiradentes – 94

 CULTURA

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A diversidade cultural de Minas Gerais é uma das riquezas e um dos patrimônios mais importantes do Brasil. Muito mais do que explorar turisticamente e economicamente os aspectos culturais de Minas, deve-se ter em mente que é necessária a valorização de todos os bens culturais e a apropriação desses, por parte de quem vive no estado, para que então seja reconhecida a dimensão simbólica e cidadã que o patrimônio cultural tem.

Minas detém boa parte deste patrimônio e suas cidades centenárias contêm importantes registros materiais que narram episódios importantes da história do Brasil além de serem palco para diversas manifestações artísticas.

As manifestações folclóricas em Minas Gerais têm suas origens nas tradições, nos usos e costumes dos colonizadores portugueses, com forte influência das culturas indígena e africana. Essas influências estão presentes no artesanato, na culinária, nas danças típicas, nas músicas, na literatura, e no folclore, com as manifestações populares.

Talvez o jeito mineiro seja muito mais do que o jeito tranquilo e agradável de falar. É o jeito de se expressar, de se fazer representar. O jeito mineiro vai além do tradicional pão de queijo, vai além das diversas igrejas e imagens tombadas como patrimônio cultural, vai além da arquitetura. Influenciados por diversos costumes construídos através do tempo e das relações sociais, e apurados pelas fronteiras com outros estados, os mineiros foram construindo seus hábitos. E a partir de tudo isso foi produzida a cultura mineira, com diversos ingredientes se mesclando continuamente.

NATUREZA

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Além dos passeios para diversão e aventura, Carrancas tem, também, uma diversidade natural que encanta: borboletas de diversos tamanhos, padronagens e cores fazem companhia às Seriemas, que aparecem vez ou outra, com seu canto inconfundível. Teiús, perdizes, garças, calangos, tatus, lebres, raposas, capivaras, pacas e cobras fazem parte do cenário da região. Ainda é possível avistar, mas com alguma dificuldade, tucanos em revoadas no final da tarde. Com vegetação riquíssima, em um encontro entre a Mata Atlântica e o Cerrado, Carrancas atrai observadores e estudiosos, e também ecologistas que vêm em busca de conhecimento e práticas de preservação. Campos rupestres, matas de galeria (densas florestas estreitas, de árvores maiores, que margeiam os cursos d´água) e campos naturais com predominância de gramíneas e ciperáceas são o cenário perfeito para bromélias e orquídeas, que brotam de todos os lugares. Espécies de candeias, copaíbas, ipês amarelos, corticeiras, jequitibás, barbatimão podem ser facilmente encontrados. No alto da serra e misturado às trilhas,no que se observa são pequenas árvores de troncos torcidos, curvos e de folhas grossas, esparsas em meio a uma vegetação rala e rasteira e com pontos específicos de vegetação arbórea densa, o chamado Cerradão. Não é raro observar, em uma mesma trilha, lados de vegetações distintas, o que torna cada passeio ainda mais impressionante.

TURISMO

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Uma estrada sinuosa leva os visitantes até o alto da serra, de onde é possível avistar as torres da igreja e a pequena cidade rodeada pelas montanhas. A vista inebria pelo verde e pela efusão de vegetações distintas – pedaços de floresta se juntam à mata rasteira e à vegetação próxima do Cerrado para formar o cenário perfeito para o ecoturismo. A grande atração de Carrancas está logo ali, é só se aventurar. São dezenas de atrações naturais, entre cachoeiras, poços, grutas e escorregadores naturais. Mesmo nas datas mais festivas, é possível encontrar lugares incríveis ainda não descobertos por muitos. . A cada ano a cidade atrai mais pessoas que vêm em busca de aventura, atividades ligadas à natureza, observação da fauna e da flora e da vida nas fazendas do interior. A quantidade de nascentes, quedas d’água e atrações refrescantes dão a Carrancas o título de “A Terra das Cachoeiras”, conhecida nas capitais e nas cidades da região. Parte mais extensa da charmosa ESTRADA REAL, Carrancas hoje oferece boa estrutura para aqueles que desejam conhecer sua gente hospitaleira e provar um pouco da experiência de caminhar pelas trilhas, atravessar de bike ou a cavalo as matas da região e se contaminar com a calma e a tranquilidade do lugar.

TERRA DAS CACHOEIRAS

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A água brota em Carrancas como as flores no cerrado, onde quer que você ande sempre irá encontrar pelo menos uma pequena nascente, ou um pequeno poço… Hoje são mais de 30 atrações mapeadas, mais de 60 atrativos naturais, entre serras, grutas, poços e cachoeiras, das mais próximas da cidade e com trilhas leves, às mais altas na serra e de difícil acesso, mas nem por isso, menos convidativas. Perfeitas para trekking, biking e até trechos de rapel e escalada, as cachoeiras de Carrancas atraem as famílias, os ecoturistas e os mais aventureiros, e oferece recompensas incríveis para quem se aventura em suas trilhas. As cachoeiras em Carrancas estão em propriedades particulares, com exceção à cachoeira da Fumaça que está em espaço público, área que hoje está em processo de criação de um parque municipal. Em algumas cachoeiras o acesso é cobrado durante os feriados e em datas mais cheias. Conheça as principais cachoeiras de Carrancas e escolha onde quer relaxar!

Galeria:

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Fonte:   http://www.carrancas.com.br/turismo/index.shtml

Corinto – História

Corinto - História

UM POUCO DA HISTÓRIA:

A história de Corinto, em seus primórdios, é mais ou menos a mesma de toda a mesopotâmia formada pelos rios São Francisco, Paraopeba e Guaicuí (rio das Velhas), limitada ao sul por uma linha imaginária que margeia a Zona Metalúrgica, ligando estes dois últimos cursos d’água, formando um paralelogramo alongado, não muito perfeito.

Até o início do século XVIII, essa região era tida, tranqüilamente, como pertencente à Bahia, mesmo porque não havia sido criada a Capitania de Minas, e os governadores da Capitania do Rio de Janeiro, que compreendia também as terras de São Paulo, nem sequer atentavam para esses territórios, uma vez que tinham as vistas voltadas para o litoral.

Corinto, que durante muito tempo se chamou “Paragem do Curralinho” e depois simplesmente “Curralinho” surgira como outras localidades que tinha o rio São Francisco como principal meta a ser alcançada para o transporte de gado vindo da Bahia rumo às minas. As terras de cultura, as terras ricas, o massapé de outras regiões, eram destinadas à agricultura. Assim, a região de Curralinho , pela escassez de matas e a presença de excelente pastagem, extensos varjões, topografia e localização, tornara-se o lugar preferido dos tropeiros, em suas idas e vindas, para o descanso restabelecedor. Pouco a pouco os pecuaristas eram atraídos para os campos e cerrados, veredas e chapadões, pela ausência de doenças parasitárias e transmissíveis no gado.

A grande largueza evitava a promiscuidade entre os animais. As vaquejadas se tornavam mais fáceis e a existência freqüente de barreiros diminuía a despesa com sal, que vinha de longa distância. Esse produto, usado em quantidades mínimas, servia apenas para manter o gado junto as currais, ao lado ou próximo dos quais surgiam as povoações.

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Como as paradas dos tropeiros eram constantes, logo se instalaram no pequeno arraial comerciantes, criadores de gado, garimpeiros, atraindo, desta forma, toda sorte de gente e inúmeros mascates.

Antes, porém, a região era habitada pelos índios Coroados, parentes dos Jês ou Tapuias. Às margens do São Francisco, até o município de Três Marias, eram habitadas pelos Cariris, que haviam fugido de Pernambuco, após a derrota dos holandeses, dos quais eram aliados.

No início do século XVII, antes das descobertas das minas, começaram a chegar os baianos e paulistas com sua pecuária e agricultura de subsistência. Em 1650, já se tem notícia da Fazenda da Garça ou Sítio da Garça. Um de seus proprietários, João Tavares da Rocha, falecido em 1722, deixou 900 reses conforme testamento encontrado no Cartório do 1º Ofício de Sabará. Presume-se que o seu rebanho tenha se iniciado muito antes. A fazenda, situada a poucos quilômetros da sede de Corinto, foi o estabelecimento mais antigo da região, competindo em idade somente com os da Barra do Guaicuí e Matias Cardoso (Morrinhos).

Após o Campo da Garça, o estabelecimento mais antigo da mesopotâmia foi a Fazenda Jacobina, fundada e explorada pelo coronel Martinho Afonso de Melo, secretário de Manoel Nunes Viana.

Por volta de 1705, houve uma Sesmaria onde se instalou um engenho de açúcar, o primeiro em Minas Gerais, segundo o historiador Diogo de Vasconcelos em sua História Antiga das Minas Gerais.

Outra fazenda que foi a maior sesmaria da região foi a do Logradouro ou Morro da Garça, que compreendia terras do municípios de Corinto e de Morro da Garça. Como não foram encontrados os documentos originais, ignora-se o nome do primitivo dono, bem como a data de sua doação. Os proprietários mais antigos de que se tem notícia foram João Antônio Ribeiro , em 1794, e Paulino Pereira da Silva, em 1826, que deixou uma enorme descendência em Corinto: as famílias Paiva, Souza, Damasceno, Boaventura e Pereira da Silva.

Outras fazendas antigas da região são: Fazenda do Contria, Fazenda do Saco e Espírito Santo, Fazenda do Buriti, Fazenda do Bicudo, Fazenda do Pilar, Fazenda do Carmo ou Bom Jardim, Fazenda Tanque e Lagoa e Fazenda dos Gerais.

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No princípio do setecentos foi construída a Capela de Nossa Senhora da Piedade do Pilar por frades carmelitas. A presença desses religiosos é marcada pela existência ainda hoje de topônimos como “Passagem dos Frades”, no rio Bicudo e “Capão dos Frades”, nos gerais.

O Campo da Garça já era conhecido antes da descoberta e do desenvolvimento das minas. Eram por onde passavam os boiadeiros com suas manadas, vindo dos currais da Bahia ou vice-versa.

Outra opção dos vaqueiros era a Barra do Guaicuí. O Campo da Garça oferecia três portos no Rio das Velhas: próximo da Barra do Jabuticaba (Porto da Manga), junto à Barra do Garça e ao lado da foz do rio Bicudo onde, posteriormente, foi instalado um Posto Fiscal pelo Conde Assumar e houve uma balsa.

O Curralinho usado pelos tropeiros estava situado junto da estrada que vinha do Porto da Manga e passava na periferia da atual Vila São João, bairro de Corinto, junto ao lugar onde posteriormente foi construído o matadouro municipal, e seguia o trajeto da rua Pedro Dumont.

Nessas imediações estabeleceram-se os primeiros e poucos moradores juntos aos pequenos cursos d’água existentes: córregos do Curralinho (de fora), Capão da Cinza e o da Pindaíba.
Com o correr do tempo, formou-se um pequeno arraial onde as tropas arranchavam, para o descanso e para negociar com a população da zona rural adjacente. O lugar foi tornando-se um pequeno empório comercial, naturalmente, reunindo um boticário, ferrador de animais, comerciantes, botequins etc. Os terços, rezados em domicílio, passaram a constituírem-se em festas, a partir de 1883, quando erigiram um Cruzeiro que existe até hoje, no cruzamento da rua Pedro Dumont com o lugar por onde passava a linha férrea do ramal de Diamantina. Periodicamente, vinha o padre do Morro da Garça celebrar missas, quando havia grande número de batizados, casamentos e confissões. Esses eventos atraiam vendedores de comestíveis, bebidas e bugigangas dos arraiais próximos e da zona rural vizinha. O primeiro religioso a habitar a região foi frei Amaro do Santo Deus, que era também criador de gado.

No século XX, com o advento das estradas de ferro rasgando os sertões, os trilhos da Central do Brasil rasgaram as terras do Curralinho e o barulho e a fumaça do trem trouxera para seus habitantes uma nova perspectiva de progresso. Curralinho tornara-se um ponto estratégico, entroncamento de diversos ramais ligando o norte ao sul do país. Inclusive na década de 60, quando Brasília tornara-se uma realidade, dizia-se que “todos os caminhos conduzem a Corinto”, devido a sua localização como Centro Geográfico de Minas Gerais.

O povoado de Curralinho fazia parte do território do Distrito do Pilar, município de Curvelo, criado pela Lei Estadual nº. 02, de 14 de setembro de 1891. Mas esse distrito só foi instalado em 1908, porém não no Pilar, mas no povoado de Curralinho, que, após a chegada da ferrovia, tinha atingido grande desenvolvimento. A vila de Curralinho passara a chamar-se Corinto, nome este sugerido pelo tipógrafo e jornalista Antônio Marta Pertence, vindo do Rio de Janeiro e que ali se instalara, numa pretensa alusão à cidade do mesmo nome, na distante Grécia, com o apoio de toda a comunidade, em 1923, ano em que foi criado o município, no dia 7 de setembro.

A instalação do Município deu-se com grande pompa, no dia 20 de julho de 1924, data em que se comemora o aniversário da cidade e realiza-se a festa do Corintiano Ausente.
BIBLIOGRAFIA

LIMA, Raimundo. O Campo da Garça – de João Tavares da Rocha a Ursulino Lima. Belo Horizonte: Edições Cuatiara, 1998.

BARBOSA, Waldemar de Almeida. Dicionário Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 1995.
Pesquisa: http://corinto.cantaminas.com.br/historia.htm

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