Junho

junho
Junho
Mês ardente
Do calor da fogueira
Do baião, do xote
Do forró, da quadrilha
Das saias rodadas, coloridas e
Ardências que pedem abraços
Ardências que quer dengo…
Denguice no arrasta-pé
Coladinhos, roçando, dengando…
Ah, xodó apaixonado
Espalhado pela cumplicidade do vento
Suplicas abraços e beijos
Beijos doces
Com gosto de queijadinha
De amendoim torrado
De pipoca branquinha
De canjica e maçã do amor
Mistura gostosa… anarriêeee!…
Junho de São João
Junho de Santo Antônio
Querido santo casamenteiro…
Quem não tem amor
Aproveita a ocasião
Tece um amor matuto
Dentro do coração!
Vivam! Vivam os noivos!
“Olha o céu, meu amor”…
Foi numa noite de junho
Noite cheia de estrelas
Que nos tornamos
Dois dengos num só!

Alda Alves Barbosa

… Outro domingo

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Nunca lhe disse que te amo
Nem o descompromissado
“eu também”…
Trilhamos estradas diferentes
Retornamos… Trilhamos a
estrada de volta e eu nunca lhe
disse “eu te amo” -Nem o
descompromissado “eu também.”

E hoje estamos entardecendo
Hoje já nasceu um novo domingo
E agora – com receios de não viver
outros amanhãs… outros domingos…
gostaria de lhe dizer: “Como eu
te amei!… Como eu te amo!…

Alda Alves Barbosa

Entardecer

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O entardecer tirou do meu olhar o luzir do sol… Nas noites estelares minhas vistas não alcançam o brilho intenso das estrelas… As fomes de amor desvaneceram! Não sinto necessidades de abraços, mas sinto o frio penetrando em minha carne, em meus ossos frágeis.
Não há mais horizontes para transpor. O que eu sou era o que tinha de ser. Nada mais há para ser. Meus sonhos diluíram com o tempo… sonhos líquidos que escorreram entre meus dedos à procura de fios d’água para desaguar.
Meus jardins, nos ontens floridos, hoje são apenas pétalas estioladas forrando o chão.
O chão… a terra… o pó…

Alda Alves Barbosa

Por tua causa

Por tua causa

Há em teus olhos negros
um brilho chamejante
no teu riso um mundo
de claridade!
Teu olhar… Teu sorriso…
Loucura e fantasia!

Paixão estranha
coração ardendo
gemidos, soluços
abraços sem nós.

E nas noites
Prisão triste
de quem te espera
na janela vendo a
chuva cair…

No meu peito!

Alda Alves Barbosa

Louvação

Louvação

Louvação

Louvo a ti, amor
Teus olhos
Teus braços
Tuas mãos…

Louvo a ti, amor
Teus olhos nos meus
Teus braços em meus abraços
Tuas mãos entrelaçadas às minhas.

Louvo a ti, amor
Teu suor em meu corpo
Teu corpo em meu corpo
derramando sementes.

Louvo a ti, amor
Tu me levas ao céus!

Alda Alves Barbosa