Entardecer

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O entardecer tirou do meu olhar o luzir do sol… Nas noites estelares minhas vistas não alcançam o brilho intenso das estrelas… As fomes de amor desvaneceram! Não sinto necessidades de abraços, mas sinto o frio penetrando em minha carne, em meus ossos frágeis.
Não há mais horizontes para transpor. O que eu sou era o que tinha de ser. Nada mais há para ser. Meus sonhos diluíram com o tempo… sonhos líquidos que escorreram entre meus dedos à procura de fios d’água para desaguar.
Meus jardins, nos ontens floridos, hoje são apenas pétalas estioladas forrando o chão.
O chão… a terra… o pó…

Alda Alves Barbosa

Ilusão

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Tenho sonhos tristes… Ou não são apenas sonhos; sou triste. Desejo viver num país onde ser feliz é simplesmente ser feliz. Feliz sem motivos. Nascer e viver. Viver como se nasce, sem saber o porquê.
Alma vazia, sonho de quietude, silêncios. O mesmo curso do viver. Ser feliz é apenas ser: ser o acordar; agradecer a promessa do dia; aguardar o passar das horas; crer e descrer; algemar o choro, desalgemar o riso. Felicidade é deixar de ser… é cansar de ser.
Minha vida jaz nos jardins perfumados dos sonhos – Ilusão

Alda Alves Barbosa