Apesar de te amar

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Quero dizer-te que te
amo muito, muito…
Sei que isso é pouco
ou quase nada,
apenas um pedaço do
meu mundo, um pouco
de minha alma que deseja
ficar junto de ti
sem corromper a silêncio
sem interromper a solidão
sem dividir os eus.

Porque sempre seremos um
apesar de te amar tanto, tanto…

Alda Alves Barbosa

Dentro de mim

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Dentro de mim reside
a alma do mundo.
Por isso sou feita para a
solidão. Solidão antiga igual
a sempre: sempre solidão,
sempre solitária – Um fio cristalino,
perene vida, escura imensidão.
Como cheguei aqui? Como sairei?
Poucos passos… Muitos passos…
Vento… Percepção invisível, mensageiro
das despedidas, selvageria das horas. Fim.

Alda Alves Barbosa

No silêncio do coração

No silêncio do coração

Certas atitudes me convidam a uma reflexão. Algumas, eu apenas observo sem me deter em detalhes. Meu coração não modifica o ritmo, continua dançando no passo e no compasso do cotidiano.

A reflexão, esta sim, me sustenta quando entro no descompasso da vida. E por me saber assim, necessitando quase sempre deste alimento, meu olhar concentra no purgatório humano para enxergar os olhos da humanidade.

Procuro um recanto. Faço um pacto comigo, e começo a escrever. Transformo este cantinho do mundo no meu próprio canto.

Para mim meu lar pode ser em qualquer lugar solitário: um fio de água procurando um rio, folhas secas que soltam das árvores forrando o asfalto, gotas d’águas que caem mansamente dos céus. Meu lar pode ser o assobio do vento passando por grandes blocos de árvores.

Meu lar pode ser o silêncio do meu coração; o braço que tenta abraçar o mundo; o brilho de cada olhar… o grito silencioso das dores do mundo!

Alda Alves Barbosa