Alheamento

Quando-estiveres-sozinho
Reside em mim uma inadequação entre o que me pertence e o que sou. Sinto que sou sem a necessidade de estar atrelada aos pertencimentos. Desnecessários são os laços? Viver com o absurdo do só, fenecer com a vacuidade do só!…

Nada parece real. O dia deixa meu coração agitado; fico alheia a mim, fico alheia ao mundo! Estranho mundo… A vida esvoaça, nada mora em mim, me desconcebo. À noite, – grandes horas – concebo-me, pertenço-me. Minha alma acende e torno-me eles, com laços e nós.

Na noite eu sou o que nasce de mim!

Alda Alves Barbosa

Por tua causa

Por tua causa

Há em teus olhos negros
um brilho chamejante
no teu riso um mundo
de claridade!
Teu olhar… Teu sorriso…
Loucura e fantasia!

Paixão estranha
coração ardendo
gemidos, soluços
abraços sem nós.

E nas noites
Prisão triste
de quem te espera
na janela vendo a
chuva cair…

No meu peito!

Alda Alves Barbosa