E quando…

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E quando este corpo deixar de
me pertencer e minha triste alma
entardecida procurar o amanhecer,
talvez a aurora a abrace,
talvez o sol a faça dormir nos
braços dos seus raios ardentes…
A noite sim… a noite não tem talvez…
em seus braços noturnos, sem o brilho
estelar, sem o esplendor da lua,
minha alma descansará na quietude
do silêncio.

Alda Alves Barbosa

Ternura

Ternura

Essa ternura
que envolve meu ser
me ensina a esperar
no silêncio, na leveza
do anoitecer.

E nessas altas horas
onde quase tudo dorme
imploro a noite que
não despeça de mim
essa alegria pura, essa
emoção que me
aquece no abraço dos
reflexos dourados.

E nessas horas
onde quase tudo dorme…
Horas ternas…
horas que crio vidas… Noite!

Alda Alves Barbosa

Vivência

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E essa obrigação de tornar
silêncio o que em mim canta.

E essa obrigação de apagar
fogueiras que me consomem.

E essa tristeza de reprimir
soluços de fomes, de sedes, de dor…

E essa tristeza de não ter esperas,
encontros,desencontros…

E essa chama a arder…
Vontade de vida… de morte… vontade de viver!

Alda Alves Barbosa